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Investigadores da FCTUC distinguidos em simpósio internacional

27 de Setembro 2017

David Navega e Mélanie Henriques, do Laboratório de Antropologia Forense (LAF) do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), foram distinguidos no simpósio internacional da Forensic Anthropology Society of Europe (FASE).

David Navega venceu o prémio de “Melhor Apresentação Oral” com o trabalho “Lost in the Woods: The Value of Tree Ensemble Modelling for Adult Age-at-Death Estimation from Skeletal Degeneration” e Mélanie Henriques o de “Melhor Poster” com “Injury reconstruction using multi-criteria approach: a preliminary study”.

O estudo do investigador teve como objectivo “demonstrar o valor de uma abordagem mais holística à análise esquelética e a aplicação de algoritmos de ‘machine learning’ de modo a obter estimativas mais precisas e fiáveis da idade-à-morte, uma etapa crucial na fase reconstrutiva do processo de identificação em antropologia forense”, explica a UC, em comunicado.

Embora existam diversas investigações sobre esta área, as técnicas disponíveis actualmente “apenas permitem obter resultados granulares e pouco precisos”. “O baixo valor preditivo dos métodos de análise macroscópica de restos humanos esqueletizados é atribuído a factores tais como uma incorreta modelação computacional, estratégias de amostragem incorretas e uma sobrevalorização de abordagens de grande especificidade anatómica”, salienta a UC.

No caso do estudo de Mélanie Henriques, o foco é na análise de lesões traumáticas em casos forenses com indivíduos em avançado estado de decomposição ou já esqueletizados. “O objectivo é analisar se existe uma diferente distribuição de fracturas a nível do esqueleto na categoria dos traumatismos contundentes com diferentes origens (quedas e/ou confronto físico)”, esclarece.

Os dados foram recolhidos através de TAC’s do Hospital de Marselha, França, e a amostra é composta por 288 casos de ambos os sexos, dos quais 259 apresentavam traumatismos causados por quedas e 29 devido a confrontos físicos.

“Neste estudo preliminar observou-se que existe uma tendência para surgirem mais fracturas nos ossos da bacia quando ocorrem quedas e mais fracturas a nível facial aquando de confrontos físicos”.

No mesmo evento, que decorreu em Milão, os investigadores Maria Teresa Ferreira e Calil Makhoul tornaram-se os primeiros portugueses a conseguir a certificação internacional em Antropologia Forense, nível II, pela FASE/IALM (International Academy of Legal Medicine).

Maria Teresa Ferreira

Maria Teresa Ferreira

Calil Makhoul

Calil Makhoul

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