Coimbra  19 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Instituto de Souselas aposta na diferenciação para cativar alunos

4 de Julho 2019

São 26 as vagas disponíveis em cada um dos dois novos cursos científico-tecnológicos a integrarem a oferta educativa do Instituto Educativo de Souselas (INEDS): o de “Cabeleireiro e assessoria de imagem” (único no país) e o de “Telecomunicações e redes”, ambos de nível quatro (correspondente ao 12.º ano) e com formação em contexto de trabalho.

Estes são cursos especiais e diferenciados, uma vez que têm uma formação geral e científica igual à dos cursos científico-humanísticos (o que permitirá aos estudantes acederem ao exames nacionais e ingressarem no ensino superior), mas também possuem uma vertente específica elaborada na íntegra pela própria instituição de ensino e vocacionada para a área do curso em questão.

“Esta é uma terceira hipótese que todas as escolas têm há muitos anos, a possibilidade de construírem os seus cursos, de acordo com as necessidades específicas do mercado local, em termos de procura de mão-de-obra, podendo ser criados cursos de raiz, que não existem noutra escola”, explicou o director do INEDS, Manuel Duarte.

Esta oferta educativa específica tem vindo a ser desenhada desde 2014 – muito antes do fim dos contratos de associação entre escolas e o Ministério da Educação, que deixou o INEDS sem qualquer aluno no ensino regular – e poderão, pela primeira vez, funcionar no próximo ano lectivo.

O director garante, aliás, que este tipo de cursos, por serem tão específicos, só existem “em nove escolas de todo o país”, tendo sido aprovados pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) e pelo próprio Ministério da Educação.

No próximo ano lectivo funcionará, também, o curso profissional de “Mecatrónica automóvel”, como já acontecia anteriormente.

Os cursos são financiados pelo Programa Operacional Capital Humano (POCH), pelo que é gratuito e tem incluídos todos os apoios iguais aos cursos profissionais.

“Esta é uma oferta completamente diferenciadora em relação ao ensino profissional e não se espere a facilitação dos estudos ou pense que podem ser uma via mais rápida, até porque os programas são mais intensos e exigentes e daí, também, quem queira prosseguir os estudos no ensino superior fique com bases para tal”, adiantou Manuel Duarte.

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