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Incontinência urinária: Talvez a vergonha esteja a travar a cura

28 de Fevereiro 2018

A Associação Portuguesa de Urologia advertiu, hoje, que a vergonha poderá estar a impedir doentes com incontinência urinária de alcançarem a cura.
Segundo o organismo, determinados tipos de incontinência urinária têm tratamentos com taxas de sucesso a rondar 90 por cento, mas apenas 60 000 pacientes num universo superior a meio milhão procuram a ajuda de um médico.
A observação da Associação, é feita a propósito da “Semana da Incontinência Urinária”, evento aprazado para o período de 05 a 11 de Março.
Em Portugal, uma em cada três mulheres e um em cada seis homens com mais de 40 anos de idade apresentam sintomas de incontinência urinária. Enquanto 10 por cento dos pacientes procuram ajuda especializada, os demais escondem o problema, automedicam-se e isolam-se.
problema, automedicam-se e isolam-se.
No sentido de promover a consciencialização e de incentivar as pessoas a falar abertamente com o seu médico de família sobre o problema, a Associação Portuguesa de Urologia (APU) organiza anualmente a “Semana da Incontinência Urinária”.
Luís Abranches Monteiro, presidente da APU, acentua que a incontinência urinária é anormal, embora seja bastante vulgar.
Segundo o urologista, mesmo as pequenas perdas de urina podem ter um grande impacto psicológico, emocional, social e até económico na vida das pessoas que delas sofrem.
O diagnóstico é feito de forma simples, mediante diálogo entre paciente e médico e um exame físico, que, através de pequenas manobras, tenta mimetizar o que acontece com a bexiga quando ocorrem perdas de urina.
Apesar de haver vários tipos de incontinência urinária e de cada caso ter as suas especificidades, existem tratamentos que vão desde medicamentos orais a fisioterapia ou cirurgia.

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