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Incêndios: Xavier Viegas recomenda coordenação de salvamento

14 de Março 2018

O professor universitário Xavier Viegas disse, hoje, que a prestação de socorro médico falhou no incêndio de Pedrógão Grande devido a inexistência de entidade coordenadora de salvamento.

Domingos Xavier Viegas, que lidera a equipa do Centro de Estudos Sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, foi ouvido, hoje, à porta fechada, na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a pedido do CDS.

“Faltou no incêndio de Pedrógão Grande um trabalho de busca e salvamento, de encontro das pessoas que necessitavam de socorro e ajuda, prestação de socorro médico”, disse o perito aos jornalistas presentes na Assembleia da República.

O investigador recomenda que, num sinistro com a dimensão do incêndio de meados de 2017, seja criada no posto de comando uma parte dedicada à tarefa de coordenação da busca e salvamento e prestação de socorro. “Coisa que não aconteceu e daí que tenha havido muito sofrimento e eventualmente algumas mortes”, observou.

O deputado Telmo Correia (CDS) destacou aos jornalistas ter havido “uma falha generalizada sobre as operações de busca e socorro”.

Também o parlamentar Duarte Marques (PSD) declarou que “o sistema de salvamento das pessoas não funcionou”, faltando em terra uma entidade apetrechada para a tarefa do salvamento, tal como existe para o mar.

Segundo Fernando Rocha (PS), Xavier Viegas destacou que a estrutura da Protecção Civil, como está organizada, “pode ter dificuldades, perante uma tragédia da dimensão da de Pedrógão, em assegurar a busca e salvamento das vítimas”.

Volvidos quatro meses sobre aquele sinistro, igualmente na região Centro, 45 pessoas morreram devido a dezenas de incêndios, que destruíram total ou parcialmente cerca de 800 habitações permanentes e quase 500 empresas.

 

 

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