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Incêndios: Estado visado em queixa-crime

15 de Fevereiro 2019

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas de Midões (MAAVIM), Tábua, vai patrocinar uma queixa-crime por alegadas falhas do Estado na fase de propagação do grande incêndio de Outubro de 2017.

“O MAAVIM está a instruir um processo para defesa de todos os lesados, contra a negligência do Estado e de quem falhou nos apoios às vítimas”, disse à Agência Lusa um porta-voz do movimento.

Está em causa, segundo Nuno Tavares Pereira, o facto de “terem faltado as ajudas do Estado” e de os seus representantes “não terem actuado como deviam” para evitar e minimizar as consequências do sinistro.

Nos cerca de 30 concelhos atingidos pelo grande incêndio de meados de Outubro de 2017, cuja origem teve lugar junto à localidade de Vilarinho (Lousã), há, ainda, “mais de mil pessoas sem habitação”, incluindo idosos, crianças e cidadãos imigrantes, assinala o MAAVIM.

Segundo Nuno Tavares Pereira, alguns lesados já morreram sem terem voltado a possuir habitação e, “infelizmente, outros óbitos poderão ocorrer, tendo em conta que muitos processos ainda não saíram da secretária”.

Além de elevados prejuízos materiais e ambientais, os fogos que lavraram, há 16 meses, na região Centro, causaram a morte de 50 pessoas.

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