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Impressões digitais mais fiáveis entre os 12 e os 69 anos

13 de Agosto 2018 Jornal Campeão: Impressões digitais mais fiáveis entre os 12 e os 69 anos

Um estudo científico, realizado pelo Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia (Joint Research Centre), no âmbito dos protocolos de cooperação celebrados com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), concluiu que a faixa etária dos 12 aos 69 anos é a mais fiável para reconhecimento de impressões digitais.

Esta investigação, intitulada “Automatic Fingerprint Recognition: from children to elderly” e para a qual a colaboração do SEF foi essencial, estudou a possibilidade e a fiabilidade técnicas de utilização e reconhecimento das impressões digitais de crianças e jovens adultos com idades compreendidas entre os zero e os 25 anos, bem como de maiores de 65 anos de idade, tendo concluído que “a faixa etária que vai dos 12 aos 69 anos é aquela que revela maior fiabilidade e exatidão”, adianta o SEF.

“Este estudo científico para fins de verificação e de identificação da pessoa, no âmbito dos objectivos do controlo fronteiriço da União e dos sistemas de gestão de identidade, conclui que, do ponto de vista da qualidade, as impressões digitais de crianças, dos cinco aos 12 anos, revelam ser melhores que as de crianças/jovens/adultos mais velhos”, explica a entidade.

Contudo, “no que diz respeito às características de compatibilidade, as impressões digitais de crianças/jovens/adultos mais velhos (12 aos 69 anos) revelam-se mais fidedignas”, adiantando que, por isso, essa faixa é a que tem “maior fiabilidade e exatidão no reconhecimento das impressões digitais”.

Para este estudo, o SEF cedeu um conjunto de dados sobre impressões digitais de crianças e jovens adultos dos zero aos 25 anos de idade, despersonalizadas, sem indicação de informação pessoal, contendo apenas a idade da pessoa em meses, registadas no Sistema de Informação do Passaporte Eletrónico Português.

Portugal foi o país eleito pelo Joint Research Centre para a celebração deste protocolo, uma vez que é único Estado Membro da União Europeia (UE) que detém uma base de dados civil de longa data com informação de impressões digitais de menores.

“Esta parceria reflecte o papel activo do SEF no contributo para novas práticas ao nível da UE, tendo sido a primeira vez que um estudo científico teve por base um conjunto de dados tão significativo e representativo.

O estudo está disponível no portal do JRC em: http://publications.jrc.ec.europa.eu/repository/handle/JRC110173