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Igreja do Convento São Francisco classificada como monumento de interesse público

19 de Outubro 2020 Jornal Campeão: Igreja do Convento São Francisco classificada como monumento de interesse público

A antiga Igreja do Convento de São Francisco, em Coimbra, foi classificada como monumento de interesse público, de acordo com o despacho da secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural.

“A classificação da Igreja do Convento de São Francisco reflecte os critérios (?) relativos ao carácter matricial do bem, ao seu interesse como testemunho simbólico e religioso, ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua concepção arquitectónica e urbanística, e à sua extensão e ao que nela se reflecte do ponto de vista da memória colectiva”, refere o despacho, que data de 08 de Outubro.

Segundo o documento, a construção da Igreja do Convento de São Francisco iniciou-se em 1602, “como resposta à ruína do primitivo mosteiro de São Francisco da Ponte, assolado pelas recorrentes cheias do rio Mondego, e prolongou-se pela centúria de seiscentos”.

“Após a extinção das ordens religiosas, a igreja ficou afecta ao culto até 1875, passando depois por um processo de adaptação a unidade fabril (função que manteve até 1976)”, acrescenta.

Foi adquirida pelo Município de Coimbra em 1995, que, na segunda década do século XXI, promoveu a sua requalificação, no âmbito da construção do Centro de Convenções e Espaço Cultural do Convento de São Francisco.

De acordo com o despacho publicado esta segunda-feira (19) em Diário da República, o templo apresenta “traços evidentes das soluções maneiristas italianas bebidas directamente em modelos eruditos, desde logo evidentes na elegante e sóbria fachada, pautada pela monumentalidade da escala, com a mesma filiação das paradigmáticas igrejas do Espírito Santo de Évora e de São Vicente de Fora”.

“Na conjugação da sua história, da sua sintaxe arquitectónica e do património integrado que ainda contém, o imóvel espelha bem a importância da ordem mendicante de São Francisco na cidade de Coimbra e a fuga histórica às cheias do Mondego, ilustrando igualmente o fenómeno da metamorfose de edifícios sagrados em unidades fabris, para além de se constituir como exemplo de recuperação da dignidade patrimonial perdida através da execução do recente projecto de requalificação”, lê-se no documento.