Coimbra  14 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Hospitais de Coimbra e Figueira da Foz com greves em Agosto

17 de Julho 2019

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP) anunciou, hoje, que haverá mais greves no sector da Saúde, já no início do mês de Agosto, nos hospitais de Coimbra e da Figueira da Foz.

Se no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) a greve terá lugar a 06, 07 e 08 de Agosto, no Hospital da Figueira da Foz a paralisação será durante todo o mês e contra o recebimento das taxas moderadoras.

O anúncio das greves foi feito pelo secretário-geral do SINTAP, José Abraão, embora ainda não tenham sido emitidos os pré-avisos de greve.

As decisões, tomadas na reunião de hoje da comissão executiva nacional do SINTAP, que assinala os 40 anos da organização, juntam-se à greve dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica marcada para sexta-feira (19).

“Celebramos 40 anos com enormes preocupações. Atingiu-se um nível de exaustão de tal ordem [nos trabalhadores] que não faz sentido manter as coisas como estão”, disse José Abraão.

O secretário-geral do SINTAP lembrou ter celebrado, a 01 de Julho de 2018, “um acordo colectivo de trabalho que abrange 35 hospitais EPE [Sector Público Empresarial], mas que não está a ser cumprido no que diz respeito ao descongelamento de carreiras”.

O responsável defende, também, “novos recrutamentos” de assistentes operacionais nos hospitais, vincando estarem em falta “mais de dois mil funcionários”. “Cada vez mais vai sendo difícil recrutar trabalhadores para a função pública, pela política dos baixos salários”, considerando que “hoje é pouco atractivo o emprego público”, alertou.

Quanto à progressão nas carreiras, José Abraão fala na sua “inexistência”, já que as pessoas são “empurradas” para “chegar ao topo ao fim de 90 ou 100 anos”.

Em causa estão funcionários com “10, 15 ou mais anos de serviço que permanecem na base remuneratória das suas carreiras” com “remunerações semelhantes aos trabalhadores recém-admitidos”.

“Precisamos de trabalhadores motivados, melhor remunerados e com condições para desempenhar as suas funções”, frisou o secretário-geral.

O SINTAP defende ainda a “abertura à ADSE aos trabalhadores em regime de Contrato Individual de Trabalho”.

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