Coimbra  2 de Junho de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Homem condenado a 11 anos de prisão por homicídio em Oliveira do Hospital

29 de Abril 2020 Jornal Campeão: Homem condenado a 11 anos de prisão por homicídio em Oliveira do Hospital

O Tribunal de Coimbra condenou, hoje, um homem a 11 anos de prisão por ter matado um antigo amigo com recurso a uma navalha, na Lajeosa, localidade de Oliveira do Hospital, em Agosto de 2019.

O Tribunal de Coimbra deu como provados os factos tal como constavam na acusação, determinando a pena a fixar em 11 anos de prisão e salientando os antecedentes criminais do indivíduo, já anteriormente condenado a vários crimes de ofensas à integridade física, pelos quais cumpriu pena.

O homem de 49 anos e a vítima, que tinham sido amigos durante mais de 20 anos, tinham uma relação conflituosa, desde que o arguido passou com o seu rebanho de ovelhas nas propriedades do ofendido, refere a acusação do Ministério Público.

A 29 de Agosto de 2019, os homens encontraram-se para conversar e beber vinho, sendo que, já depois da meia-noite, os dois desentenderam-se e, depois de uma discussão, o arguido retirou do bolso uma navalha e desferiu um golpe no pescoço da vítima, que veio a desmaiar já em sua casa, onde acabou por falecer.

Durante o julgamento, o homem de 49 anos admitiu grande parte dos factos que constavam na acusação, mas afirmou que apenas atacou a vítima com uma navalha com o intuito de se defender.

“Não foi convincente. Se analisarmos as declarações, verificamos que não fazem muito sentido. Diz que o ofendido lhe bateu com um pau, com tal força que o atirou ao chão e que estava a dar-lhe murros e bofetadas. Mesmo assim, conseguiu tirar a navalha, abrir a navalha com as duas mãos – sabemos que era uma navalha fechada – e então depois atingiu o ofendido”, argumentou a juíza que presidiu ao colectivo, notando ainda que nem a GNR nem a PJ encontraram qualquer pau no local do crime ou na residência da vítima.

“O senhor já foi preso, cumpriu pena e nada disso o impediu de praticar os factos que constam nos autos”, salientou a juíza, vincando que o arguido também já tinha ameaçado de morte a vítima por diversas vezes.