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Grupo escultórico homenageia Fernão Mendes Pinto em Montemor-o-Velho

8 de Setembro 2023 Jornal Campeão: Grupo escultórico homenageia Fernão Mendes Pinto em Montemor-o-Velho

A partir de hoje, a vila de Montemor-o-Velho acolhe um grupo escultórico em homenagem ao escritor, mercador e aventureiro Fernão Mendes Pinto, nativo deste local.

“Este tributo a Fernão Mendes Pinto é uma missão pessoal minha e visa honrar um dos autores portugueses mais traduzidos e conhecidos no mundo, um autor que tem grande destaque no Japão, que nasceu em Montemor-o-Velho e a quem Montemor-o-Velho ainda não tinha prestado a devida homenagem”, afirmou hoje o presidente da Câmara Municipal, Emílio Torrão.

O conjunto escultórico ficará instalado na Rotunda do Largo do Convento de Nossa Senhora dos Anjos, um ponto crucial de acesso à vila, que liga a zona histórica às áreas urbanas mais recentes de desenvolvimento.

A Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, ao destacar esta personalidade ilustre do concelho, pretende também transformar esta obra de arte num atractivo turístico, integrando-a no itinerário de visitas à vila, fomentando novas dinâmicas territoriais e económicas.

Com um custo aproximado de 100 mil euros, o grupo escultórico é composto por uma proa e popa de uma embarcação em destroços, construída com tubos de aço reforçados e revestidos com chapa de aço corten. Adicionalmente, inclui uma estátua em bronze e uma narrativa em aço, composta por 12 quadros alusivos às viagens de Fernão Mendes Pinto.

A peça conta com inscrições em português e, através de códigos QR, os visitantes têm acesso a mais informações para aprofundar a história subjacente à estátua.

Todas as informações estão disponíveis em francês, inglês e castelhano.

“Ambicionamos, no futuro, criar um circuito na vila de Montemor-o-Velho dedicado a Fernão Mendes Pinto a partir deste grupo escultórico”, anunciou a autarquia.

Fernão Mendes Pinto nasceu em Montemor-o-Velho no início do século XVI. Embarcou para a Índia em 1537 e durante 21 anos viajou por vários países da Ásia, vivendo inúmeras peripécias que registou na sua obra “Peregrinação”. Regressou a Portugal em 1558, estabeleceu-se em Almada, onde casou e escreveu as suas memórias, vindo a falecer em 1583.