Coimbra  11 de Dezembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Grupo acusado de assaltar multibancos vai ser julgado em Coimbra

4 de Dezembro 2019

Vão começar a ser julgados, no Tribunal de Coimbra, sexta-feira (06), treze arguidos suspeitos de furtarem mais de dois milhões de euros, em ataques a pelo menos 87 caixas multibanco em todo o país.

O grupo é acusado de realizar mais de 80 furtos entre Setembro de 2016 e Dezembro de 2017, quando a operação parou após três dos principais suspeitos terem sido detidos pela Polícia Judiciária, quando regressavam de mais um assalto.

Os assaltos decorreram em diversos distritos como Lisboa, Setúbal, Santarém, Évora, Beja, Leiria, Coimbra, Porto e Braga. O grupo criava pequenas explosões para assaltar os terminais de multibanco, em operações em que cada um dos elementos “obedecia a regras rígidas aceites por todos”, refere o Ministério Público.

Antes dos furtos, os membros “seleccionavam criteriosamente as caixas multibanco”, procurando perceber a marca e modelo do terminar, através de consultas de movimento de cartões de débito, tendo preferência pelas caixas de uma versão da marca BAUSSA, mais “antiga e ultrapassada e com menos mecanismos de segurança”, relata, ainda, o Ministério Público (MP).

Para o assalto o grupo recorria a carros furtados e usava chapas de matrículas também roubadas e correspondentes a outros veículos, alega o MP.

De acordo com a acusação, para o assalto, além do material necessário para o roubo, como botijas de gás acetileno e mangueiras, estavam, também, munidos de armas de fogo, como revólveres e espingardas AK-47, bem como extintores que podiam aspergir contra as viaturas policiais em caso de perseguição.

Após e antes do assalto, os arguidos recorriam a uma das pelo menos quatro garagens que dispunham, onde tinham material que usavam para o roubo.

Já as companheiras de dois dos principais membros do grupo intermediavam contactos com outros membros e ocultavam artigos utilizados nos assaltos.

A acção do grupo terminou quando, após um furto em Torres Novas, foram interceptados por elementos da PJ e GNR, que acabaram por deter os suspeitos.

Os 13 arguidos vão a julgamento com diferentes graus de participação no grupo. Três dos principais suspeitos são acusados de vários crimes de furto qualificado, posse de arma proibida, falsificação de documentos, explosão, receptação e branqueamento de capitais.

Outros estão acusados de participarem no branqueamento de capitais do grupo, como é o caso de dois homens que, com as suas empresas, celebraram contratos de trabalho com dois dos arguidos de forma a “encobrir os proveitos económicos” dos furtos, explica o MP.

Cinco dos 13 arguidos encontram-se em prisão preventiva.

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