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Greve: Hospitais nos mínimos e escolas fechadas na região Centro

26 de Outubro 2018

A Saúde e a Educação foram hoje os sectores mais afectados pela greve da função pública na região Centro, com a maioria dos hospitais a cumprirem apenas os serviços mínimos e centenas de escolas encerradas, disse fonte sindical.

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Centro, José Dias, explicou à agência Lusa que “em grande parte dos hospitais” dos distritos de Coimbra, Aveiro, Guarda, Leiria e Viseu “funcionam apenas os serviços mínimos”.

Os serviços mínimos foram garantidos nos centros hospitalares Entre Douro e Vouga, Baixo Vouga e Tondela/Viseu, na Unidade Saúde Local da Guarda, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, no Instituto Português de Oncologia, no Rovisco Pais, na Figueira da Foz e em Leiria.

“Os blocos operatórios das cirurgias programadas não funcionam e as consultas externas não funcionam na grande parte deles”, disse José Dias, acrescentando que as consultas externas são residuais.

Segundo o dirigente sindical, há também muitos centros de saúde encerrados em todos os distritos, como, por exemplo, o da avenida de Fernão de Magalhães e o do Norton de Matos, na cidade de Coimbra.

José Dias referiu que a greve registou também uma grande adesão ao nível das escolas, sendo que, na quase totalidade dos concelhos dos cinco distritos, encerraram centenas dos vários níveis de ensino.

“Das muitas cantinas da Universidade de Coimbra não funciona nenhuma, estão todas encerradas, e as faculdades funcionam a meio gás”, acrescentou.

Além da Saúde e da Educação, “muitos outros serviços encerraram pelos distritos fora”, afirmou o coordenador do sindicato, exemplificando com as Finanças, os Registos e Notariado, os serviços públicos de Lojas do Cidadão e alguns núcleos e secções de Segurança Social.

“Não se trata apenas da adesão de sectores tradicionais, como a saúde e a educação, mas também de todos os outros ligados à agricultura, como guardas florestais, vigilantes da natureza e inspectores, que não são muito falados, mas a sua adesão desta vez teve muita importância”, frisou.

Para o sindicato, esta greve está a ser um sucesso em todos os distritos da região Centro, demonstrando uma posição de força ao Governo, “que tem por obrigação respeitar as justas reivindicações e repor direitos que já tardam”.

Inicialmente, a greve foi convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (ligada à CGTP) para pressionar o Governo a incluir no Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) a verba necessária para aumentar os trabalhadores da função pública, cujos salários estão congelados desde 2009.

Contudo, após a última ronda negocial no Ministério das Finanças, em meados de Outubro, a Federação de Sindicatos da Administração Pública e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, ambos filiados na UGT, anunciaram que também iriam emitir pré-avisos de greve para o mesmo dia, tendo em conta a falta de propostas do Governo liderado pelo socialista António Costa.

 

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