Coimbra  25 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Greve dos Médicos: Bloco central do CHUC está 90 por cento paralisado

8 de Maio 2018 Jornal Campeão: Greve dos Médicos: Bloco central do CHUC está 90 por cento paralisado

O bloco central do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) apresenta, hoje, uma paralisação de 90 por cento e o do Hospital dos Covões de 100 por cento devido à greve dos médicos, informou o Sindicato dos Médicos da Zona Centro (SMZC).

Já nos outros blocos periféricos de Coimbra, como no Pediátrico, a adesão situa-se na ordem dos 80 por cento, disse à agência Lusa a dirigente do SMZC Luísa Isabel, acrescentando que nas consultas externas regista-se uma adesão entre 60 a 70 por cento.

O caso das consultas externas, explicou, “é muito particular”, porque há médicos que optaram por não fazer greve tendo em conta “situações limite e de vigilância apertada” dos seus doentes, que vêm de longe para consultas ou exames marcados.

“Se não fosse essa situação, a adesão seria de quase 100 por cento e não haveria nem consultas, nem exames, nem cirurgias programadas”, sublinhou Luísa Isabel.

Em declarações aos jornalistas, a dirigente sindical sublinhou que é esperada uma “grande adesão” a esta greve nacional dos médicos, que arrancou hoje às 00h00 e que dura três dias.

A reivindicação essencial para esta greve de três dias é “a defesa do SNS e o respeito pela dignidade da profissão médica”, segundo os dois sindicatos que convocaram a paralisação – o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

Apesar de não ter dados sobre a adesão nos centros de saúde, Luísa Isabel frisou que “se há descontentamento no meio hospitalar, nos centros de saúde ainda há mais”.

“Precisamos de ter mais médicos, menos doentes por médico de família e mais tempo para ver os doentes”, defendeu, considerando que, face à falta de profissionais de saúde, os médicos “trabalham muitas horas extraordinárias para colmatar as falhas”.

Segundo a dirigente, estes profissionais andam “mais cansados e mais stressados”, estando em causa “o bom atendimento das pessoas e parâmetros de qualidade” do próprio Serviço Nacional de Saúde.