Coimbra  23 de Novembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Grande Rota do Mondego tem 142 km e liga Oliveira do Hospital à Figueira da Foz

21 de Outubro 2020 Jornal Campeão: Grande Rota do Mondego tem 142 km e liga Oliveira do Hospital à Figueira da Foz

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A Grande Rota do Mondego, um percurso com 142 quilómetros inaugurado hoje na Figueira da Foz, pode ajudar à promoção de “melhor turismo” na região Centro, afirmou a secretária de Estado que tutela o sector.

“Temos de acreditar que, assim que a procura deixe de estar reprimida, ela vai surgir”, disse Rita Marques, nos Paços do Concelho da Figueira da Foz, onde decorreu a cerimónia inaugural.

A Grande Rota do Mondego é um itinerário turístico que liga Oliveira do Hospital à Figueira da Foz, no Interior e no Litoral do distrito de Coimbra, respectivamente, passando ainda pelos Municípios de Tábua, Mortágua, Penacova, Coimbra e Montemor-o-Velho.

“Temos de acautelar o presente, mas sobretudo acautelar o futuro”, defendeu a secretária de Estado do Turismo, ao recordar que, nos primeiros meses da actual pandemia da covid-19, foi importante criar “condições para resistir”, adoptando medidas e desbloqueando apoios para salvar empresas e empregos nesta área. Depois, era necessário recuperar das dificuldades, um objectivo do Governo em que disse continuar empenhada.

“Resistir, sim, mas retomando” dentro do possível a actividade turística, sublinhou, ao recordar que essa preocupação, desde Março, tem norteado o seu trabalho na secretaria de Estado. Portugal, na sua opinião, “tem de estar pronto para acolher melhor turismo” logo que estejam reunidas as condições ao nível da saúde pública.

No actual contexto sanitário e económico, segundo Rita Marques, importa “acreditar que o futuro de Portugal no turismo será risonho”, incluindo na região Centro, que nos últimos meses “teve uma retoma ligeira” acima do previsto.

Por sua vez, o presidente da entidade regional de Turismo do Centro, Pedro Machado, realçou a aposta que a região, através das suas entidade públicas e privadas, tem vindo a fazer “num turismo tranquilo”.

A Rota do Mondego é um contributo para esse desígnio, constituindo a sua inauguração, hoje, “um momento de consolidação de uma malha que tem vindo a ser construída” no Centro, acentuou Pedro Machado.

Na mesma linha, também o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, preconizou um trabalho que permita dar “melhores oportunidades” a um território “coeso e desenvolvido” que saiba manter a identidade.

Integrada no projecto Caminhos da Região de Coimbra, a Grande Rota do Mondego, perto de Penacova, “depara-se com uma zona de transição do cenário de montanha, proporcionando uma significativa alteração da paisagem, com vales mais ou menos cavados e espelhos de água a perder de vista, com origem na barragem da Aguieira, em Mortágua”, no distrito de Viseu.

“Segue o percurso até Coimbra, cidade que viu nascer várias criações culturais inspiradas no Mondego e convida a embrenhar-nos pelo Choupal e mais à frente na Reserva Natural do Paul de Arzila. Segue até Montemor-o-Velho, sempre com a forte presença dos marcantes campos de arroz do Baixo Mondego e a sua singular avifauna”, refere a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, cujo secretário executivo, Jorge Brito, interveio também na sessão.

Este responsável enfatizou que a nova rota proporciona “uma experiência inigualável no território”, entre o interior montanhoso e as praias da Figueira da Foz.

“Chega finalmente à Figueira da Foz, onde o rio se encontra com o mar após a passagem pelo surpreendente ecossistema do estuário do Mondego”, salienta a CIM.

Percurso paisagístico e cultural

A Grande Rota do Mondego (GR48) é um percurso linear, com 142 km de extensão, promovido pela CIM-RC, que visa dinamizar turisticamente os territórios compreendidos entre a Figueira da Foz e Oliveira do Hospital, cruzando os concelhos de Montemor-o-Velho, Coimbra, Penacova e Tábua, tendo o rio Mondego como denominador comum.

O percurso permite descobrir inúmeros pontos de interesse naturais, paisagísticos e culturais associados ao principal rio nacional. Esta grande rota deslumbra pela constante presença do rio Mondego e pela história de toda uma região que este leito permite descobrir, num contexto de frescura e sedução muito apreciados pelos visitantes e muito marcado pela presença de elementos relevantes:

– A Figueira da Foz, com o seu imenso areal de areia fina e dourada e as suas atracções turísticas, onde o Mondego encontra o oceano num estuário cheio de história e de vida marinha;

– O percurso até Coimbra, passando pelas vilas de Montemor-o-Velho e Pereira, com a forte presença dos marcantes campos de arroz do Baixo Mondego e da textura de outros cultivos;

– A cidade de Coimbra, eterna cidade dos estudantes, património da UNESCO, com o fado como elemento cultural exclusivo e diferenciador;

– Penacova, como região de transição para um cenário de montanha, proporcionando uma significativa alteração da paisagem, com vales mais ou menos cavados e espelhos de água a perder de vista, com origem na Barragem da Aguieira.

– Pelos concelhos de Tábua e Oliveira do Hospital o cenário vai-se repetindo, sendo constantes, ao longo do percurso, elementos do modo de vida local, tais como moinhos de água, açudes, socalcos, levadas, entre outros.

Para além da excelência paisagística desta Grande Rota podemos deslumbrar-nos com os sabores e saberes da região, conjugando a gastronomia rica e variada com a autenticidade das manifestações culturais e a afabilidade de um povo que sabe receber.