Coimbra  24 de Janeiro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Governo investe quase 50 milhões nos rios Mondego, Ceira e Arunca

18 de Dezembro 2019

Os investimentos estatais previstos para as obras na rede hidrográfica de Coimbra, nos quais se incluem intervenções nos rios Ceira, Mondego e Arunca, rondam os 50 milhões de euros, anunciou o ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Matos Fernandes.

O governante marcou presença, hoje, em Coimbra, para a assinatura do contrato projecto “Gestão da Bacia Hidrográfica do rio Ceira face às Alterações Climáticas”, que em conjunto com as obras de desassoreamento do rio Mondego e reparação das suas margens, em Coimbra, bem como intervenções no leito periférico do Mondego e do rio Arunca são investimentos que rondam os 50 milhões de euros.

Quanto ao projecto do Ceira, Matos Fernandes considera-o projecto “um grande desafio” – no limite, “é a regularização do rio, que muitos julgam que não é possível regularizar”. O governante salientou, também, que vão ser utilizadas apenas soluções naturais e que o Ceira vai continuar livre de obstáculos como até agora.

“Mas temos de perceber que a intervenção tem uma componente de protecção de Coimbra, porque sendo um rio sem qualquer regularização pode provocar cheias na cidade”, referiu.

Salientando que vão ser recuperados todos os ecossistemas ribeirinhos, o ministro do Ambiente e da Acção Climática destacou as intervenções que vão decorrer “em dezenas de quilómetros” de quatro municípios: Pampilhosa da Serra, Arganil, Góis e Lousã.

“Vamos ter mesmo um rio Ceira sem um grama de betão, apenas com métodos e materiais naturais, nos quais vamos poder ter muito mais vida no ecossistema natural e muito mais vida também na relação desse ecossistema com as margens, porque este é um rio que as populações sempre usaram e viveram, e, por isso, a componente social e sociológica desta intervenção é da maior importância”, realçou.

O projeto “Gestão da Bacia Hidrográfica do Rio Ceira face às Alterações Climáticas”, apoiado pelo EEA Grants 2014-2021, mecanismo financeiro do Espaço Económico Europeu, tem um orçamento de 2,6 milhões de euros e um prazo de execução de 36 meses.

Baseado numa abordagem ambiental, visa consciencializar as populações locais para a mitigação e adaptação das suas actividades às alterações climáticas neste território.

O projecto é coordenado pela Região Hidrográfica do Centro da Agência Portuguesa do Ambiente, tendo como parceiros a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, os municípios de Arganil, Góis, Lousã e Pampilhosa da Serra e a Direcção Norueguesa para a Protecção Civil.

Estes perto de 50 milhões, que serão então destinados à recuperação da rede hidrográfica em torno de Coimbra e centrada no Mondego e nos seus efluentes, fazem parte de um pacote de investimentos que o Governo tem em curso e que ascendem aos 80 milhões. No total são 30 projectos a nível nacional de combate às cheias.

A estas acrescem, ainda, “mais quase 20 milhões de euros em intervenções exclusivamente com soluções naturais em 1 000 quilómetros da rede hidrográfica, que correspondem aos 64 municípios que em 2017 e 2018 foram percorridos por grandes incêndios”.

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