Coimbra  23 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Governo cria linha telefónica disponível 24 horas para apoio a lares

18 de Setembro 2020 Jornal Campeão: Governo cria linha telefónica disponível 24 horas para apoio a lares

O Governo vai criar uma linha telefónica de apoio de apoio aos lares a funcionar 24 horas por dia e avançar com testagem a covid-19 de trabalhadores por níveis de risco.

O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, revelando que está previsto um reforço das 18 brigadas de prevenção espalhadas por todos os distritos do país, a criação de uma linha telefónica de apoio aos lares que irá funcionar 24 horas por dia e sete dias por semana, além de testagem de trabalhadores com critérios de níveis de risco.

Ana Mendes Godinho e a ministra da Saúde Marta Temido afirmaram que tem havido um acompanhamento da situação nos lares desde Março, foram implementadas as medidas necessárias para uma situação que apanhou todos desprevenidos e que não é verdade que estejam a “correr atrás do prejuízo”.

A governante garantiu que o objectivo sempre foi o de “nunca baixar os braços” e implementar todas as medidas para proteger as pessoas, lembrando que é conhecida a vulnerabilidade das pessoas idosas face a uma pandemia e de como “os lares têm sido locais de grande preocupação face ao momento” actual.

Ana Mendes Godinho lembrou que há, actualmente, 2 527 lares em todo o país, onde estão 99 500 idosos, e que, destes, 60 por cento tem mais de 80 anos, havendo registo de 35 surtos activos nestas instituições.

A ministra disse, ainda, que foi feito um “acompanhamento permanente” e um planeamento desde Março, em conjunto com o Ministério da Saúde, tendo havido a preocupação em criar uma ‘task-force’ de acompanhamento e implementação de programas de prevenção, algo que foi feito em conjunto com o sector social.

Referiu, também, que foram implementadas medidas para reorganizar as próprias instituições, desde logo com a testagem preventiva de funcionários, tendo já sido feitos 117 000 testes a trabalhadores.

Por outro lado, foram reforçados os equipamentos de protecção individual com mais 1,3 milhões de unidades, o que já custou 10 milhões de euros, segundo Ana Mendes Godinho, além de terem sido recrutadas mais 8 000 pessoas para reforço das próprias instituições.

De acordo com Ana Mendes Godinho, só ao nível dos acordos de cooperação houve já “um aumento de 120 milhões de euros” de reforço, em linha com o que tem vindo a ser feito nos últimos três anos, indo ao encontro das respostas sociais que precisam de mais investimento.

A responsável apontou que um dos problemas mais difíceis de resolver nos lares foi a questão dos recursos humanos porque quando há um surto estas instituições ficam sem trabalhadores e revelou que quer ter em permanência uma bolsa com 400 pessoas nas 18 brigadas.

“Trabalhamos na emergência, com respostas imprevisíveis e medidas para as instituições fazerem face à situação, e por outro lado responder estruturalmente à forma como olhamos o envelhecimento e as pessoas idosas”, defendeu, apontando que esse é um “desafio que se impõe à sociedade”.

Por seu lado, a ministra da Saúde frisou que as orientações sempre foram de testar todos independentemente dos programas de rastreio, sublinhando que, apesar de muitas autarquias assumirem a realização dos testes, as colheitas foram feitas pelo Serviço Nacional de Saúde, e que essa factura não foi apresentada porque estão “todos a trabalhar para o mesmo”.

“Relativamente às brigadas de intervenção, não se iludam, temos equipas há muito a trabalhar e não estamos a correr atrás do prejuízo”, garantiu Marta Temido.