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Futebol: Figurino societário da Académica volta à ordem do dia

12 de Maio 2017

Um debate sobre “o futuro modelo societário” da Académica e acerca da posição da Direcção da AAC/OAF quanto ao assunto irá ocorrer, em breve, numa reunião da Assembleia Geral, requerida por um grupo de sócios.

A Briosa optou, há quatro anos, mediante referendo, pelo figurino da Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas, em alternativa ao de Sociedade Anónima Desportiva (SAD), sendo, por isso, a AAC/OAF proprietária (única) da Académica – Futebol SDUQ.

A iniciativa de convocação de uma sessão extraordinária da Assembleia Geral do Organismo Autónomo de Futebol da AAC cabe a Miguel Andrade, ocorrendo num contexto em que despontam rumores acerca da eventual existência de duas correntes no seio da Direcção.

Tais rumores sugerem, de resto, que a hipotética divisão sobre o figurino societário não será alheia à recente renúncia de Paulo Almeida à liderança da Académica/OAF, cargo em que foi substituído por Pedro Roxo.

Em 2013, contra a vontade do então presidente do Organismo Autónomo de Futebol da AAC, José Eduardo Simões, apologista de uma SAD, prevaleceu a opção dos sócios pela Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas.

A prestação de informação por parte de Pedro Roxo quanto à renúncia do seu antecessor e a discussão de um plano financeiro para encarar o futuro da Briosa, a curto e a médio prazo, são outros aspectos em destaque no requerimento de convocação de uma reunião extraordinária do plenário de associados.

Segundo apurou o “Campeão”, a oposição de Paulo Almeida ao desejo de dois vice-presidentes irem assistir, em Lisboa, a uma homenagem prestada ao anterior presidente da Mesa da AG, Alfredo Castanheira Neves, por parte da Casa da Académica, teve o condão de inquinar o relacionamento no seio do elenco directivo.

Por outro lado, Miguel Andrade e sete dezenas de sócios também querem sujeitar a debate o plano desportivo da Direcção da AAC/OAF para a próxima época da Académica – SDUQ.

Este segmento do sobredito requerimento levou Fernando Pompeu, ex-dirigente do Organismo Autónomo de Futebol da AAC, a alegar que se trata de uma iniciativa descabida por consistir em matéria da competência da Direcção.

Neste contexto, Nuno Mateus, chefe do gabinete do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, insurgiu-se contra a falta de prestação de esclarecimentos acerca da renúncia de Paulo Almeida.

 

 

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