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Figueira da Foz: Vasco Ribeiro e Yolanda Hopkins venceram 2.ª etapa da Liga MEO Surf

26 de Abril 2021 Jornal Campeão: Figueira da Foz: Vasco Ribeiro e Yolanda Hopkins venceram 2.ª etapa da Liga MEO Surf

Vasco Ribeiro e Yolanda Hopkins conquistaram, no domingo (25), na Praia do Cabedelo, na Figueira da Foz, o triunfo na segunda de cinco etapas da Liga MEO Surf 2021.

Na ronda três, Guilherme Fonseca, Tomás Fernandes, Vasco Ribeiro e Miguel Blanco foram os surfistas em destaque, “mostrando serem aqueles que melhor se adaptavam às condições”, disse a Associação Nacional de Surfistas (ANS). Os atletas chegaram às meias-finais graças a pontuações altas, com várias notas acima de nove pontos.

Nos quartos-de-final “surgiu a grande surpresa do dia”, com Afonso Antunes, líder do ranking, a perder frente a Guilherme Fonseca. Entre eles estava Tomás Fernandes, que eliminou Jácome Correia, “mostrando sempre um surf eficaz e de linhas bonitas”, disse a ANS. Aproveitando o deslize de Afonso, Vasco Ribeiro capitalizou o momento e começou a ligar os motores nas direitas do Cabedelo, “com rasgadas monstruosas que lhe rendiam notas altas atrás de notas altas, batendo Guilherme Ribeiro e vingando a derrota nas meias-finais na Ericeira”. Por fim, Miguel Blanco utilizou a mesma receita para vencer o jovem Diogo Martins.

Com os quatro surfistas em melhor forma a chegarem às meias-finais, a disputa pelo ‘heat’ decisivo começou com Guilherme Fonseca a bater Tomás Fernandes. Desta forma, o surfista carimbou a segunda final da carreira na Liga MEO Surf.

Na outra meia-final, Vasco Ribeiro “começou a aumentar ainda mais a fasquia”. A Miguel Blanco de pouco valeu ter apanhado “um raro e belo tubo”, pontuado com 7,50 pontos. Isto porque o tetracampeão nacional juntou uma nota de 7,90 a uma de 9,75 para deixar o adversário em combinação.

Na final, com grande parte do favoritismo a pender para Vasco, Guilherme Fonseca ainda conseguiu equilibrar a disputa, estando mesmo na frente até meio do ‘heat’, em virtude de uma onda pontuada com 7,40 pontos. Mas, segundo a ANS, “os últimos minutos de Ribeiro foram verdadeiramente demolidores”. Na antepenúltima onda, Vasco conseguiu uma nota de nove pontos, que o atirou para a liderança, e, nos últimos segundos, “fez a melhor onda de todo o campeonato, com quatro manobras muito fortes, que foram recompensadas com a nota máxima de 10 pontos”.

“Terminei com a cereja no topo do bolo”, afirmou Vasco Ribeiro após a final. “O mar estava a ficar cada vez melhor. Ao início do dia era difícil encontrar as ondas boas, mas com o avançar do dia fui-me adaptando cada vez mais às condições. Foi a primeira vez que ganhei na Figueira da Foz, o que é sempre bom. Senti-me bem e vou tentar levar esta forma para o Porto e depois para todas as provas internacionais que se seguem. Vestir de amarelo é bom, mas é importante é ter a liderança no fim”, concluiu o surfista que conseguiu fazer quatro dos cinco melhores ‘scores’ masculinos do campeonato – todos acima de 15 pontos – e quatro das cinco melhores ondas masculinas – todas acima de nove pontos.

Na prova feminina, a segunda ronda apenas foi para a água ao início da tarde, “com condições menos pesadas, mas ainda assim muito exigentes”. E neste tipo de condições, as tops nacionais começaram logo a utilizar a experiência para fazerem pontuações altas a caminho das fases finais. Nesta segunda ronda Carolina Mendes destacou-se das rivais, com um score de 16,30, que garantiu o prémio “Bom Petisco Girls Score”. Isto numa fase em que já havia a decisão de levar a prova feminina até final sem ‘heats’ woman-on-woman.

Nas meias-finais foi Yolanda Hopkins a mostrar que se sente à vontade perante condições desafiantes, conseguindo uma onda de 9,50 pontos, que foi a melhor de toda a competição feminina. A surfista algarvia começava assim a construir um bom momento para levar para a final, onde também estariam a licra amarela Carolina Mendes, Kika Veselko e Mafalda Lopes, todas elas em grande destaque nestas meias-finais.

Já na grande final, Yolanda continuou a produzir um surf de grande nível, onde se destacou uma onda pontuada com nove. A campeã nacional de 2019 dominou a final do início ao fim, garantindo, assim, um regresso vitorioso à Liga MEO Surf, depois de ter falhado a etapa da Ericeira. Foi o sexto triunfo de Yolanda Hopkins e o segundo na Figueira da Foz, repetindo o êxito de 2019.

“Foi um campeonato incrível”, começou por dizer Yolanda Hopkins. “A praia do Cabedelo não desiludiu, estiveram ondas incríveis. Foi uma boa opção não se ter feito ontem a prova feminina. Apesar de estar bem preparada para este tipo de condições, poderia ser um mar complicado para as mais jovens. E hoje acabaram por estar condições muito boas. Nem queria sair da água para poder continuar a surfar estas ondas. Esta foi uma boa vitória para me preparar para o Mundial ISA e atacar o sonho da qualificação olímpica”, frisou.

Quanto às restantes surfistas, Kika Veselko conseguiu 13,25 pontos e repetiu o segundo posto da Ericeira, enquanto os 12,15 pontos de Carolina Mendes, que foi prejudicada por partir a prancha a meio do ‘heat’, perdendo algum tempo na troca de prancha, foram suficientes para garantir um 3.º posto que a mantém na liderança do ranking feminino. Por sua vez, Mafalda Lopes terminou no 4.º e último lugar da final, com 4,25 pontos.

A meio do dia, e antes da disputa dos ‘heats’ decisivos, disputou-se ainda a “Go Chill Expression Session”, com o triunfo final a sorrir a Diogo Martins, que conseguiu a melhor manobra. Um grande desfecho de campeonato para Diogo Martins, ao qual juntou ainda um 5.º posto final.

 

Resultados finais do Allianz Figueira Pro:

Final masculina – Vasco Ribeiro 19,00 x Guilherme Fonseca 13,0

Final feminina – Yolanda Hopkins 15,25 x Kika Veselko 13,25 x Carolina Mendes 12,15 x Mafalda Lopes 4,25

“Go Chill Expression Session” – Diogo Martins

“Joaquim Chaves Saúde Best Wave” – 10 pontos de Vasco Ribeiro, na final

“Figueira Best Surfer” – Ivo Cação e Natacha Vieira

“Bom Petisco Girls Score” – 16,30 pontos de Carolina Mendes, na ronda dois