Coimbra  26 de Maio de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Figueira da Foz tem mais quatro praias com Bandeira Azul

30 de Abril 2019

A região Centro vai ter 28 praias costeiras com a Bandeira Azul, mais quatro do que em 2018, com a atribuição desta distinção às praias de Cabo Mondego, de Cova-Gala Hospital, da Murtinheira e da Tamargueira, todas no concelho da Figueira da Foz.

O Centro do país terá 16 praias fluviais, mais uma do que em 2018, havendo a perda da distinção por parte da praia da Senhora da Graça, no concelho da Lousã, enquanto as praias de Avô, no concelho de Oliveira do Hospital, e de Areinho, no concelho de Ovar, foram este ano galardoadas com a Bandeia Azul.

A Câmara da Lousã admitiu que a perda sofrida pela praia fluvial da Senhora da Graça, em Serpins, esteja relacionada com as enxurradas que afectaram o rio Ceira na sequência dos incêndios de 2017.

Portugal vai ultrapassar pela primeira vez este ano as três centenas e meia de praias (352) com Bandeira Azul, mais 20 face a 2018, sendo 317 costeiras e 35 fluviais, segundo anunciou hoje a Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

Das 352 praias galardoadas com a Bandeira Azul, o Algarve, com 88 praias costeiras (89 em 2018), continua a ser a região do país com mais bandeiras azuis, apesar de a praia do Pintadinho, no concelho de Lagoa ter perdido este ano essa distinção.

O Norte terá este ano 75 praias com Bandeira Azul, 69 das quais costeiras (mais uma face a 2018 – São Félix da Marinha, em Vila Nova de Gaia) e seis fluviais, uma a mais face a 2018, com a entrada da praia fluvial Parque Dr. José Gama, no concelho de Mirandela.

A região do Tejo vai ter este ano 54 praias com Bandeira Azul, 45 costeiras e nove fluviais, mais seis em relação ao total do ano passado, com destaque para o concelho de Oeiras que, pela primeira vez, apresentou candidaturas de duas praias: a de Santo Amaro e a da Torre.

A praia fluvial de Fontes, no concelho de Abrantes, e a praia do Salgado, na Nazaré, também vão receber este ano a Bandeira Azul, havendo ainda duas reentradas neste lote: a praia da Rainha, na Costa de Caparica, concelho de Almada, e de Janeiro de Baixo, no concelho da Pampilhosa da Serra.

O Alentejo manteve a Bandeira Azul nas mesmas quatro praias fluviais distinguidas em 2018, mas aumentou para 31 as praias costeiras (mais três face a 2018), depois de as praias de Almograve Sul, das Furnas do Mar e do Malhão Sul, todas no concelho de Odemira, receberem este ano esta distinção.

A Região Autónoma dos Açores vai ter 39 praias com Bandeira Azul, mais duas em comparação com 2018. A praia da Ribeira dos Pelames, no concelho de Povoação (ilha de São Miguel) recebeu este ano o galardão, a que se juntam as reentradas das praias dos Salgueiros, em Angra do Heroísmo (ilha da Terceira), de Almoxarife, no concelho da Horta (ilha do Faial) e da Vinha da Areia, no concelho de Vila Franca do Campo (ilha de São Miguel).

As praias da Prainha, no concelho da Praia da Vitória (ilha Terceira), e do Barro Vermelho, no concelho de Santa Cruz da Graciosa (ilha Graciosa), perderam a Bandeira Azul atribuída no ano passado.

Quanto à Madeira, a região autónoma vai receber este ano 17 bandeiras azuis, mais três em relação ao ano passado, com a distinção da praia da Ribeira do Natal, no concelho do Machico (ilha da Madeira), e as reentradas das praias da Barreirinha, no Funchal, e da Calheta (ilha da Madeira), no concelho da Calheta.

A coordenadora nacional do Programa Bandeira Azul, Catarina Gonçalves, indicou aos jornalistas as quatro principais áreas tidas em conta na avaliação de cada praia; “Informação e educação ambiental; qualidade da água balnear; serviços e equipamentos; e segurança”.

A Associação Bandeira Azul da Europa e as Águas de Portugal aproveitaram esta cerimónia para formalizar o protocolo de parceria que envolve os Programas Bandeira Azul, Eco-Escolas e Eco-XXI.