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Figueira da Foz: PSP fica sem luz várias vezes por dia

24 de Janeiro 2017 Jornal Campeão: Figueira da Foz: PSP fica sem luz várias vezes por dia

A Divisão da PSP da Figueira da Foz tem ficado sem luz várias vezes por dia, por problemas com a instalação eléctrica, situação que está a afectar o trabalho policial nas instalações, disse fonte sindical.

Em declarações à agência Lusa, Vítor Carvalho, dirigente da Associação Sócio Profissional da Polícia (ASPP), disse que a situação ocorre há cerca de um mês, potenciada pelo tempo frio e “possivelmente pelo número de aparelhos ligados em simultâneo”, levando a que o quadro eléctrico dispare “várias vezes ao longo do dia”, deixando as instalações sem energia eléctrica.

“Hoje à tarde a luz faltou quatro vezes. Estava a ouvir uma senhora e não consegui, falta a luz, os computadores desligam-se e o sistema vai abaixo. É um edifício antigo, com um quadro eléctrico antigo e é um problema que a Direcção nacional tem de resolver”, disse Vítor Carvalho, que presta serviço na PSP da Figueira da Foz.

A situação, adiantou o dirigente da ASPP, tem-se repetido “todos os dias”, afectando o trabalho dos agentes policiais “que chegam a ter de adiar diligências”.

“Um dia destes a luz faltou oito vezes de manhã. É um problema constante, diário. Assim não se consegue trabalhar”, reforçou.

O dirigente da ASPP explicou que a falta de energia afecta todo o edifício, onde se inclui a esquadra da Figueira da Foz, investigação criminal e trânsito ou os serviços de legalização de armas, entre outros, e tem sido mais premente ao início da manhã e ao final da tarde.

Vítor Carvalho disse, ainda, que o Comando da Divisão Policial da Figueira da Foz já comunicou o problema ao Comando Distrital de Coimbra e este à Direcção Nacional da PSP.

Fonte das Relações Públicas da PSP de Coimbra, contactada pela agência Lusa, confirmou que a situação é do conhecimento do Comando Distrital e que “estão a ser tomadas medidas [para a resolver]”. “Mas não está a afectar a actividade policial”, adiantou a mesma fonte, alegação que Vítor Carvalho contesta.

“Isso não é verdade, claro que afecta a actividade policial. O trabalho fica mais lento ou não se consegue fazer naquele dia, tem de ser adiado para o dia seguinte e as pessoas têm de cá voltar”, sustentou.