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Figueira da Foz: Obra urbana de Buarcos pronta no final do mês

18 de Junho 2019

A primeira fase da obra de regeneração urbana da frente marítima de Buarcos, na Figueira da Foz, estará concluída no final do mês, 15 dias depois do prazo original, disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal.

O prolongamento do prazo para dia 30, segundo Carlos Monteiro, ficou a dever-se a uma opção da autarquia em resolver um “estrangulamento” de trânsito no troço final da avenida de Mário Soares – que passava de quatro para duas faixas de circulação em plena via – passando a circulação a fazer-se numa faixa em cada sentido, entre a rotunda junto a um supermercado ali existente e a chamada rotunda do Farol, sendo as duas faixas restantes usadas para estacionamento e ciclovia.

“Havia ali um estrangulamento [no trânsito], até mais por falta de civismo do que outra coisa, porque as pessoas estavam a estacionar no sentido contrário. Quisemos resolver essa situação e o atraso advém, essencialmente, dessa regularização”, disse Carlos Monteiro.

O autarca adiantou que a opção passou por “reforçar o estacionamento”naquela zona [anteriormente ocupada por duas faixas de rodagem] com mais 50 lugares e construir parte de uma ciclovia – que na avenida de Mário Soares é pintada no pavimento, em ambos os sentidos – e um passeio pedonal.

O estacionamento a criar vai dar apoio quer ao comércio da zona, quer ao Centro de Saúde ali existente, que ganha ainda uma nova paragem de autocarro, acrescentou.

Questionado sobre algumas dificuldades que o projecto teve na sua implementação no terreno – com várias alterações, algumas reclamadas por moradores – Carlos Monteiro disse que “fundamentalmente [ocorreram] porque o projecto tem duas fases”.

“Hoje estamos a concluir a fase um e ainda não iniciámos, não lançámos, a fase dois. Mas foi sempre assim que estava previsto, fazer as duas fases em tempos diferentes. E depois há pequenos acertos, que seriam resolvidos na fase dois, mas que há que acertar agora”, alegou.

Uma das alterações passou pela inversão do sentido de trânsito em parte da rua de Capitão Guerra – uma via que, no projecto, começou por manter o sentido descendente que já possuía, mas agora através da zona pedonal aumentada com a obra, provocando um novo entroncamento na avenida principal, passível de criar mais um ponto de estrangulamento.

Agora, a rua de Capitão Guerra – de ligação entre a Senhora da Encarnação, na zona alta de Buarcos e a frente marítima – mantém o atravessamento da zona pedonal, mas com sentido inverso ao que estava previsto no projecto, alteração que já mereceu um parecer informal nesse sentido por parte da PSP, estando a autarquia à espera do parecer final.

“Os moradores, em vez de estarem a sair por ali a congestionar o trânsito [na avenida marginal], entram”, explicou Carlos Monteiro, sendo que quem descer a rua no troço em que esta tem dois sentidos, terá de virar à esquerda e sair de Buarcos pelo acesso à rotunda do supermercado existente na avenida de Mário Soares.

Outra alteração diz respeito a lugares de estacionamento criados na avenida marginal perpendiculares àquela via – que ali só tem dois sentidos – o que iria obrigar, aparentemente, a que quem quisesse estacionar tivesse de invadir a faixa contrária. “Não pode ser assim, não funciona”, admitiu Carlos Monteiro, frisando que a alteração será realizada em breve.

A primeira fase da requalificação urbana da frente marítima de Buarcos, um investimento de cerca de 1,3 milhões de euros, visa aumentar o usufruto pedonal e de lazer, apostando no decréscimo do fluxo de trânsito naquela zona, privilegiando a chamada mobilidade suave.

 

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