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Figueira da Foz: Município francês oferece 32 000 pinheiros

2 de Novembro 2018

Hoje, no salão nobre da Câmara Municipal da Figueira da Foz, foi formalmente assinalada a oferta de 32 000 pinheiros por parte do município francês de Nogen-Sur-Marne.

Recorde-se que a AFPCDEM – Associação Franco-Portuguesa Cultural e Desportiva Estrelas do Mar, situada no Município de Nogen-Sur-Marne, nos arredores de Paris (França) lançou uma campanha que visa apoiar a reflorestação na zona atingida pelos incêndios de Outubro do ano passado, no que à Figueira da Foz diz respeito, uma devastação aumentada pela recente passagem da tempestade Leslie.

O objectivo é oferecer 32 000 pinheiros-do-mar, tantos quanto os habitantes de Nogent, e por cada euro doado foi possível adquirir quatro árvores que serão plantadas na margem oeste da Lagoa da Vela.

O documento que assinala este acto solidário foi assinado por Carlos Monteiro (vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz), Manuel Guardado (direcção da associação Estrelas do Mar) e Phelipe Pereira (vice-presidente do Município de Nogen-Sur-Marne). Estiveram presentes, entre outros convidados, vários elementos de uma delegação da associação Estrelas do Mar e do município de Nogen-Sur-Marne.

Refira-se que a associação Estrelas do Mar tem como associados diversos portugueses, entre eles muitos figueirenses, caso do actual presidente, Manuel Guardado.

Carlos Monteiro destacou esta iniciativa que reforça os laços entre os dois municípios (irmanados através da assinatura de uma Carta de Amizade, datada de 2017) e “evidencia o espírito de solidariedade dos nossos emigrantes”, mas também os valores da constituição da União Europeia.

Manuel Guardado recordou, brevemente, o processo que originou a aquisição destas 32 000 árvores, transportadas gratuitamente por Carlos Domingos, bem como o espírito de solidariedade presente.

Para Phelipe Pereira, “este acto é mais importante do que parece”, na medida em que, fruto dos incêndios de 2017, “gerou-se uma onda de solidariedade que ultrapassou em muito as fronteiras de Portugal”.

O autarca defendeu que “há causas que não se podem perder de vista”, destacando que “a situação é urgente, é o agora que importa”, daí a celeridade em concretizar todo este processo.

No final de cerimónia foi, simbolicamente, plantado um pinheiro junto à praça da Europa.

 

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