Dos três netos, coube à mais nova, com o nome da avó, Madalena Perdigão, falar em nome da família no âmbito do centésimo aniversário do nascimento de Madalena Biscaia de Azeredo Perdigão.
A Câmara da Figueira da Foz evocou a efeméride, numa cerimónia realizada no sábado, no Auditório Municipal, que a partir de agora passa a chamar-se “Madalena Perdigão”.
A neta da homenageada falou com carinho e estima pela avó, recordando que “cresceu a ouvir falar dela”, acrescentando que avó “foi abençoada pela inteligência e pela música”.
Também o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, teve palavras elogiosas para com esta ilustre figueirense, falando da sua “capacidade de servir”, mas, sobretudo, “tem de ser mais lembrada na sua terra”.
O edil recordou os seus tempos de aluno em música na Fundação Calouste Gulbenkian e das extraordinárias iniciativas que Madalena Perdigão deu como responsável pelo então criado Serviço de Música.
Santana Lopes concluiu explicando que a Figueira da Foz tem muitas filarmónicas, com gente jovem bem formada, “mas falta mais música na Figueira da Foz”, dando sugestões como uma orquestra sinfónica.
Além do descerramento das placas comemorativas do centenário do nascimento da homenageada e do nome “Auditório Madalena Biscaia Azeredo Perdigão”, houve ainda um recital “Do lirismo musical à vertigem da dança”, pela pianista Teresa de Palma Pereira.
O programa de actividades comemorativas, que se estenderá até 2024, teve início na sexta-feira, 28 de Abril, data do nascimento de Madalena Biscaia de Azeredo Perdigão, com a exibição no Auditório João César Monteiro, do Centro de Artes e Espectáculos, do documentário “Um Corpo que dança- Ballet Gulbenkian 1965 – 2005”, de Marco Martins.
Com esta iniciativa o Município da Figueira da Foz pretende prestar tributo a uma das personalidades fundamentais para o desenvolvimento da educação artística e do ensino da música em Portugal, antes e após o 25 de abril de 1974, para além do seu papel primordial na criação do Serviço de Música (1958-1974) e, posteriormente, no Serviço ACARTE (1984-1989) na Fundação Calouste Gulbenkian.