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Figueira da Foz: “A Boda” sobe ao palco pela 10 de Agosto numa versão divertida

7 de Outubro 2023 Jornal Campeão: Figueira da Foz: “A Boda” sobe ao palco pela 10 de Agosto numa versão divertida

O que faz com que um doutorando em engenharia, uma mestre em ciências da educação, duas empresárias da área das viagens e da contabilidade, vários professores e um topógrafo sacrifiquem o seu tempo livre, se juntem e decorem papéis? É, certamente, o gosto pelo palco, como acontece com “As Personagens”, o Grupo de Teatro Amador da Sociedade Filarmónica 10 de Agosto.

A próxima entrada em cena, com nove pessoas, será para apresentar a peça “A Boda”, original de Bertold Brecht (O Casamento do Pequeno Burguês). A estreia será no âmbito da iniciativa “Fora de Portas”, da Câmara da Figueira da Foz, e levará o grupo, no próximo dia 22 de Outubro (domingo), pelas 16h30, ao Grupo de Instrução e Recreio Quiaense.

Esta encenação de Carlos Martins, assistida por Sandra Ribeiro, proporciona um espectáculo que questiona as relações sociais e os jogos de aparências tão comuns na sociedade, através de um casamento de uma noiva grávida com um noivo falido e os convidados hipócritas que se desmoronam ao longo da boda devido ao tédio, ao cansaço, ao álcool.

Estamos perante a interpretação de António Albuquerque, António Bonito, Bárbara Carvalho, Cláudia Pedrosa, Cristina Simões, Isabel Gil, Rita Oliveira, Roxana White e Vera Jorge.

Tudo isto dá muito trabalho e os ensaios começaram logo a seguir ao feriado de 15 de Agosto, conforme nos conta António Luís Vaz, director da Dez de Agosto para a área do Teatro e das artes performativas, com as representações na colectividade marcadas para os dias 3, 4 e 5 de Novembro.

De acordo com o responsável pela encenação e a sonoplastia, Carlos Martins, que tem trabalhado com a companhia Teatro do Morcego, em Coimbra, “A Boda” é uma adaptação da tradução de Jorge Silva Melo e Vera San Payo de Lemos (Edição Cotovia). Mostra-se que uma peça de 1920 continua a ser actual, com as pessoas “rudes no pensamento” e a fazerem “bodas” sem capacidade financeira para o fazer, querendo mostrar o que não são.

Foto: Ruben Monteiro