Coimbra  27 de Setembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Festival “Musas”, em Conímbriga, alia música, arqueologia, astronomia e gastronomia

4 de Setembro 2020 Jornal Campeão: Festival “Musas”, em Conímbriga, alia música, arqueologia, astronomia e gastronomia

De 12 a 19 de Setembro, em vários locais emblemáticos de Condeixa-a-Nova, vai decorrer a primeira edição do “Musas – Festival das Artes de Conímbriga”, que conjuga iniciativas de índole musical, arqueológica, astronómica e gastronómica.

Três concertos pela Orquestra Clássica do Centro (OCC), ‘workshops’, observação das estrelas e uma mostra gastronómica da época romana são algumas das iniciativas que compõem este festival.

O “Musas” começa no dia 12 (sábado), às 21h00, com o “Concerto a Orfeu”, nas Termas do Aqueduto da cidade romana de Conímbriga, arredores da vila de Condeixa-a-Nova.

Todos com entrada livre, os três espectáculos da OCC, dirigidos pelo maestro José Eduardo Gomes, são comentados por um convidado, uma tarefa que neste caso caberá ao director do Museu Monográfico e das Ruínas de Conímbriga, José Ruivo. O primeiro serão do programa inclui a participação de Beatriz Cortesão, na harpa.

O “Musas” nasce de uma parceria entre a Orquestra Clássica do Centro, o Município de Condeixa-a-Nova, o PO.RO.S e o Museu Nacional de Conímbriga.

Este momento inicial do “Festival Musas”, segundo o presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, Nuno Moita da Costa, é “uma viagem ao tempo dos romanos em Conímbriga”.

“Temos tudo para sermos, daqui a uns tempos, uma das referências culturais da região”, afirmou hoje o autarca, em Conímbriga, aquando da apresentação do programa da edição de estreia deste Festival das Artes, com concertos, ‘workshops’, gastronomia e astronomia, no Museu Portugal Romano em Sicó (PO.RO.S) e nas Ruínas de Conímbriga.

Ao realçar que a cultura “é essencial ao desenvolvimento das sociedades e do ser humano”, disse que a autarquia que lidera quer “dar mais um contributo” nesta área, com uma iniciativa que tem condições “para ser um sucesso”.

Para Emília Martins, diretora da OCC, o festival traduz-se num “encontro com os tempos e a cultura que os povos manifestaram ao longo da história”, designadamente a época da ocupação romana do território.

No dia 16 (quarta-feira), pelas 19h00, no PO.RO.S, o Ensemble de Cordas da OCC realiza um café-concerto intitulado “O cérebro e a música”, com comentário do convidado António Freire Gonçalves, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (UC) e presidente do Conselho Português para o Cérebro.

“Serenata com a Lua por perto” é o concerto de encerramento, no dia 19 (sábado), às 21h00, no PO.RO.S, com as vozes de Lara Martins (soprano) e Paulo Ferreira (tenor), cabendo os comentários ao cientista Carlos Fiolhais, professor da UC.

Na sessão estiveram, ainda, presentes os directores dos museus de Conímbriga e PO.RO.S, José Ruivo e Ana Carina Valadas, respectivamente.

O programa conta com a colaboração do Exploratório – Centro Ciência Viva de Coimbra, para a iniciativa “Observação das estrelas”, em Conímbriga, no dia 18 (sexta-feira), às 21h00.