Coimbra  27 de Maio de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Fertilidade: Trimestre traz boas-novas em matéria de partos

26 de Abril 2019

O número de nascimentos ocorridos em Portugal no primeiro trimestre de 2019 atingiu o valor mais elevado dos últimos sete anos.

A avaliar pelo número de “testes do pezinho” realizados, houve, este ano, pelo menos, 21 348 partos, correspondentes a mais 984 nascimentos do que os registados no primeiro trimestre de 2018.

Segundo a Agência Lusa, desde 2012 (21 750) que não eram estudados tantos recém-nascidos nos primeiros três meses de um ano.

Guarda foi o distrito onde menos crianças realizaram o “teste do pezinho” (165), segundo os dados de um programa coordenado pelo Instituto Nacional de Ricardo Jorge.

Cada dois casais portugueses geram, em média, actualmente, menos de três filhos, enquanto na década de 60 [do século XX] o volume de partos era superior a três por mulher.

O patamar de excelência da saúde materno-infantil em Portugal deve-se, em grande medida, ao Serviço Nacional de Saúde, sendo o recuo da natalidade, nos últimos 50 anos, um aspecto preocupante.

Hoje em dia, a idade das mulheres aquando do nascimento do primeiro filho supera em meia dúzia de anos o patamar etário médio das parturientes que se tornaram mães na década de 80 do anterior século.

Num evento recente do Rotary Club de Coimbra – Olivais, a ministra da Saúde, Marta Temido, reconheceu que a reposição geracional é um dos maiores desafios enfrentados por Portugal.

O “teste do pezinho” é efectuado, a partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de umas gotículas de sangue no pé da criança, e permite, actualmente, detectar 26 doenças (25 delas de origem genética), possibilitando intervenção precoce e um desenvolvimento mais saudável das crianças.