Coimbra  12 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Feriado de Pampilhosa da Serra marcado pelo projecto “O Céu da Região de Coimbra”

10 de Abril 2021 Jornal Campeão: Feriado de Pampilhosa da Serra marcado pelo projecto “O Céu da Região de Coimbra”

O Feriado Municipal de Pampilhosa da Serra assinala-se hoje (10).

A efeméride evoca os feitos dos pampilhosenses de outrora que, há mais de seis séculos, defenderam o concelho, exigindo ao rei D. João I a autonomia de Pampilhosa, então anexada por D. Fernando ao concelho da Covilhã.

Este ano, as comemorações oficiais centraram-se no edifício Monsenhor Nunes Pereira, local que, depois de terem sido erguidas as bandeiras de Portugal e do Município, nos Paços do Concelho, acolheu a habitual sessão solene que, fruto do actual contexto, foi “simples, simbólica, mas profunda”, tal como referiu José Brito, que vivenciou, pela última vez na qualidade de presidente da Câmara Municipal, este dia. “Sem a festa habitual, aberta fisicamente a todos os pampilhosenses”, fruto das atuais restrições, apenas foram convidados os presidentes de Junta e entidades externas que integram o projecto “Dark Sky Aldeias do Xisto”.

Assim, foi com os “olhos postos no céu” que foi apresentado um novo produto turístico, resultado de uma combinação entre cultura, ciência e meio ambiente. Trata-se da iniciativa “O Céu da Região de Coimbra”, promovida pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC), no âmbito do “Dark Sky Aldeias do Xisto” – destino certificado pela UNESCO e pela Starlight Foundation, no qual o Município de Pampilhosa da Serra teve um papel preponderante desde a sua génese.

“O Céu da Região de Coimbra”, que marca a “retoma do turismo” na região, é “a primeira de muitas iniciativas territoriais relacionadas com a observação do céu nocturno”, que tentarão convencer turistas e população em geral a “trocar o dia pela noite”, constatou Elsa Marinho, técnica da CIM de Coimbra, na apresentação do projecto.

De resto, o primeiro passo foi dado hoje (10), em Pampilhosa da Serra, com o lançamento do Roteiro de Locais de Observação e com a inauguração de uma exposição de astro fotografia composta por registos do céu estrelado em vários locais da Região de Coimbra, captados pelo fotógrafo Miguel Marques e que podem ser vistos no edifício Monsenhor Nunes Pereira.

E porque o céu é já um dos maiores activos científicos, económicos e turísticos de Pampilhosa da Serra, José Brito, reafirmou a determinação em “posicionar o território numa lógica diferenciadora” e afirmar o concelho “como um dos locais mais fantásticos que Portugal tem para olhar o céu”, “ajudando a atrair fluxos internacionais”, mas também “caminhantes, curiosos, cientistas, famílias, crianças, jovens e menos jovens”.

Na persecução deste objectivo, a sessão solene viria a registar um momento, que nas palavras do presidente da Câmara Municipal, é “duplamente histórico”. Por um lado, “pelo do protocolo de cooperação, entre o Ministério da Defesa, o Município de Pampilhosa da Serra, o Instituto de Telecomunicações e a Associação TICE. PT, que permitirá à Pampilhosa da Serra estar na linha da frente na investigação científica feita em Portugal e ao mesmo tempo colaborar activamente com o Ministério da Defesa Nacional”. Por outro, pelo bom exemplo de cooperação que o projecto Dark Sky Aldeias do Xisto representa ao nível das instituições, nomeadamente entre a CIM de Coimbra, a ADXTUR e as Universidades de Aveiro e do Porto.

Dadas as atuais contingências, na sessão solene foram apresentadas em vídeo as assinaturas de dois protocolos de colaboração já celebrados, com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários e com a Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra. Serão ainda assinados, após a retoma das suas actividades, os protocolos referentes aos subsídios concedidos a outras quatro entidades concelhias – Grupo Musical Fraternidade Pampilhosense, Grupo Desportivo Pampilhosense, Rancho Folclórico de Dornelas do Zêzere e Rancho Folclórico de Pampilho da Serra.

Num período de maior inquietação para todos, o presidente da Câmara Municipal salientou que o “Município tudo tem feito para ajudar pessoas e Instituições”, garantindo que assim vai continuar, “sempre com a certeza de que, a curto prazo, vamos vencer este terrível vírus”. A terminar o seu discurso, José Brito não escondeu a “honra” e orgulho” por continuar “ao serviço da causa pública e de todos os pampilhosenses”, acrescentando ainda que continuará sempre a defender o concelho e a orgulhar-se dos “valores intrínsecos às nossas gentes”.

Esta dedicação foi igualmente testemunhada por José Carlos Alexandrino no seu discurso. O presidente da CIM-RC considerou que José Brito “representa o que alguém que está no exercício de funções públicas deve ter de melhor” e que “nunca deixou de se debater pelos interesses dos Pampilhosenses e da sua Região, fosse na CCDR, na comunidade ou em reuniões com diferentes ministros”. Características como a “verticalidade, honestidade, abnegação e humildade”, foram também evidenciadas pelo autarca.