Coimbra  2 de Dezembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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FENPROF pondera greve de professores em Dezembro

20 de Novembro 2020 Jornal Campeão: FENPROF pondera greve de professores em Dezembro

Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, anunciou, esta sexta-feira (20), que poderá avançar com uma greve a 9, 10 e 11 de Dezembro, caso o Ministério da Educação (ME) recuse reunir-se com os professores.

A realizar-se, a greve vai decorrer em três dias, no mês de Dezembro, incidindo em cada um dos dias numa das regiões do país (podendo juntar-se duas num mesmo dia), não se estendendo às regiões autónomas, disse o secretário-geral da FENPROF.

De acordo com Mário Nogueira, existe um “bloqueio negocial” imposto pelo ME, que conduz a um “arrastamento de problemas”.

Segundo o dirigente sindical, a proposta de Orçamento do Estado é uma oportunidade para serem tomadas medidas para renovar o corpo docente, resolver problemas de horários dos professores e reverter a desvalorização da carreira.

Para além disso, o bloqueio negocial repercute-se na situação epidemiológica, notou, acusando o Ministério de querer “ocultar a realidade das escolas”, não realizando rastreios nos estabelecimentos de ensino.

Mário Nogueira salientou que a tutela desvalorizou as possibilidades de contágio em ambiente escolar, constatando que os encerramentos de escolas devido a surtos vêm contrariar as declarações de Manuel Heitor, ministro da Educação.

“As escolas sempre seriam um local de contágio, mas o risco podia ser menor. Para as escolas, não foram tomadas as medidas de segurança necessárias. Não foi garantido o distanciamento entre alunos, a divisão das turmas em grupos mais pequenos e o aumento de recursos humanos para garantir a limpeza e desinfecção dos locais”, criticou.

Nesse sentido, Mário Nogueira afirmou que, caso as escolas tenham de encerrar e se avance novamente para o ensino à distância, os responsáveis por esse encerramento serão “o Ministério da Educação, o ministro e o Governo”, por não terem tomado as posições necessárias e não terem “dado ouvido aos alertas que a Fenprof foi fazendo”.