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FCTUC: Reabilitação após AVC beneficia de sistema inovador

19 de Novembro 2018

Mahmoud Tavakoli e António Lindo da Cunha

Recuperar de um acidente vascular cerebral, em casa, com acompanhamento remoto de profissionais de saúde, irá ser possível, graças a um sistema inovador, anuncia a FCTUC.

Palmilhas “inteligentes” aliadas a dois interfaces – um tablet e uma plataforma online de comunicação entre terapeuta e paciente – formam a solução tecnológica SwitHome, centrada na reabilitação física após um acidente vascular cerebral (AVC).

Segundo a Assessoria de Imprensa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, trata-se de tecnologia que, no próximo mês, vai começar a ser testada em doentes em dois hospitais, um de Barcelona (Espanha) e outro de Groningen (Holanda).

A novidade resulta de uma colaboração entre o Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da FCTUC e o Instituto de Pedro Nunes (IPN).

A ideia surgiu, em 2015, no âmbito de um projecto de investigação na área da electrónica flexível, liderado por Mahmoud Tavakoli, do ISR. Ao conhecer o projecto, o IPN explorou o seu potencial de aplicação e avançou para a constituição de um consórcio capaz de permitir desenvolver um sistema apto a chegar ao mercado.

Assim, a equipa alargou-se ao EIT Health (Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia), que atribuiu um financiamento de cerca de meio milhão de euros ao projecto, a uma fundação espanhola, à empresa GMV Innovating Solution (Espanha), ao Hospital Universitário de Groningen (Holanda) e a duas startups portuguesas – Sword Health e SoftBionics.

O grande objectivo da solução SwitHome, que poderá chegar ao mercado em 2020, consiste em permitir a “reabilitação, em casa, de pacientes vítimas de AVC”, indica a Assessoria de Imprensa da FCTUC.

Segundo António Lindo da Cunha, trata-se de “uma tecnologia com grande impacto, quer para os doentes quer para os sistemas de saúde; por um lado, permite que o paciente consiga realizar mais horas de reabilitação no conforto do seu lar, por outro, os profissionais de saúde podem tratar maior número de pessoas, personalizar terapias e obter ganhos de eficácia na reabilitação”.

Estima-se que esta tecnologia acarrete uma redução de custos de até 35 por cento, com impacto directo nos gastos dos sistemas de saúde e na economia das famílias, assinala Lindo da Cunha.

O acidente vascular cerebral é uma das principais causas de morte em Portugal. Em todo o mundo, anualmente, há cerca de 12 milhões de pessoas a sofrer de AVC e a sobreviverem. Dessas, duas em cada três ficam com dificuldade em andar e com alto risco de queda.

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