Coimbra  13 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Falta habitação acessível a famílias de baixos rendimentos em Coimbra

26 de Março 2021 Jornal Campeão: Falta habitação acessível a famílias de baixos rendimentos em Coimbra

A Cáritas Diocesana de Coimbra, através do Centro Comunitário de Coimbra (CCI), em funcionamento na Baixa da cidade, revela que faltam habitações condignas acessíveis a famílias de baixos rendimentos.

A equipa do CCI da Cáritas acompanha beneficiários da prestação do Rendimento Social de Inserção (RSI) e pessoas no âmbito da acção social, confrontando-se, diariamente, “com a impossibilidade de ajudar agregados familiares a arrendar uma habitação condigna”, disse a instituição.

De acordo com a Cáritas, esta situação deve-se à relação entre os baixos rendimentos e as más condições de habitabilidade e aos valores de renda solicitados, que “são uma exorbitância para estas famílias, o que faz com que não consigam fazer face ao seu pagamento”.

As casas ou quartos encontrados pelos técnicos “não têm o mínimo de condições de habitabilidade”, apresentando problemas de humidade, divisões demasiado pequenas e acessibilidade reduzida.

Outra das preocupações da Cáritas é a pobreza energética, “ou seja, impossibilidade de ter aquecimento devido ao elevado preço da energia”, sobretudo quando são acompanhadas famílias com crianças.

Por outro lado, o CCI consegue também ter a visão da degradação habitacional quando, devido ao preço elevado das rendas praticadas na cidade, as pessoas “optam por ocupar locais abandonados e torna-los as suas casas”.

Segundo a instituição, muitos dos beneficiários de RSI, que recebem mensalmente 189,66 euros, pagam uma renda de quarto entre 140 e 160 euros, “ficando com quase nada para fazer face às despesas mais básicas”.

“A Cáritas de Coimbra considera imperativo encontrar habitações na cidade, compatíveis com os rendimentos da população mais carenciada e que lhes proporcione uma vida digna. É necessário expor esta problemática com o intuito de encontrar soluções concertadas para a minimizar”, afirmou a instituição.