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Extensão de Saúde da Adémia “finge” estar reaberta

19 de Julho 2018

A deputada à Assembleia da República Ana Mesquita (PCP) alertou, hoje, para a reabertura como que a fingir da Extensão de Saúde da Adémia (Coimbra).

“As condições da reabertura encontram-se embrulhadas num conjunto de condicionantes e pressupostos que estão a revoltar as populações”, assinala a parlamentar em requerimento enviado ao Ministério da Saúde.

A recente reabertura contempla “cerca de uma dezena de utentes, pois apenas podem recorrer à Extensão de Saúde os utentes sem médico de família”, acentua a deputada comunista, vincando haver perto de 1 500 pessoas às quais resta rumarem à Unidade de Saúde Familiar da avenida de Fernão de Magalhães (Coimbra), onde há uma médica que “se recusa a trabalhar na Adémia”.

Os utentes que se desvincularem da USF para terem um serviço de proximidade ficam sem

médico de família e são colocados numa lista de espera na USCP de Fernão de Magalhães, adverte Ana Mesquita, assinalando a reabertura da sobredita Extensão sob a alçada da referida USCP, a braços com “graves carências de profissionais”.

“O pessoal deslocado para a Adémia é o que presta serviço em S. Silvestre, cuja Extensão encerra nos dias em que a da Adémia abre”, acentua a parlamentar.

Segundo Ana Mesquita, a população “exige, e bem, que a reabertura contemple a prestação de cuidados de saúde primários de proximidade aos cerca de 1 500 utentes”.

Em requerimento endereçado ao ministro Adalberto Campos Fernandes, a deputada pergunta que “medidas vai o Governo tomar para assegurar a reabertura efectiva e o funcionamento pleno da Extensão de Saúde da Adémia”.

“E de que forma vai o Executivo garantir que a USF da avenida de Fernão de Magalhães dará a resposta necessária em relação às suas responsabilidades para com a Extensão de Saúde da Adémia”?, questiona, ainda, Ana Mesquita.

 

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