Coimbra  25 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Exposição “De Fernão se fez António” vai marcar domingo Jubilar

4 de Setembro 2020 Jornal Campeão: Exposição “De Fernão se fez António” vai marcar domingo Jubilar

No próximo domingo (06), o Mosteiro de Santa Cruz acolhe um vibrante programa integrado no Jubileu de Santo António e dos Mártires de Marrocos, concedido pelo Papa Francisco à Diocese de Coimbra.

Assim, pelas 14h30, vão ter início as visitas guiadas, com uma duração aproximada de 20 minutos, à exposição “De Fernão se fez António”, na Antiga Livraria do Mosteiro de Santa Cruz.

Esta mostra conta com um acervo de mais de 40 obras de arte, provenientes, na sua maioria, dos museus nacionais de Arte Antiga (Lisboa), Machado de Castro (Coimbra), Grão Vasco (Viseu), Soares dos Reis (Porto) e Frei Manuel do Cenáculo (Évora), bem como as peças do Arquivo da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Seminário Maior de Coimbra, Igreja de Santo António dos Olivais e Igreja de Santa Cruz, além de outras paróquias e colecções particulares.

Mais tarde, no mesmo dia, pelas 16h00, vai decorrer o lançamento de um documentário sobre a Exposição Jubilar, com divulgação simultânea nas redes sociais.

O documentário conta com a participação de Ana Alcoforado, directora do Museu Nacional Machado de Castro, e de D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra.

A visita guiada pelos tesouros expostos é orientada por Virgínia Gomes, curadora da exposição e conservadora do Museu Nacional de Machado de Castro, numa abordagem museológica e museográfica e pelo Padre Francisco Prior Claro, membro da comissão executiva do Jubileu 2020, numa perspectiva espiritual.

Esta exposição, inserida no âmbito do Jubileu de Santo António e dos Mártires de Marrocos, decorre de uma parceria que junta os museus nacionais Machado de Castro e de Arte Antiga, com a comissão organizadora do Jubileu 2020.

Este núcleo no Mosteiro de Santa cruz vai estar patente até 17 de Janeiro de 2021, centrando-se na figura de Santo António, desde a sua vocação até ao momento da mudança de Cónego Regrante de Santo Agostinho para Frade Menor.

Entre os vários tesouros artísticos ganham especial destaque uma escultura luso-flamenga da segunda metade do século XV, representando São Francisco de Assis a receber os estigmas, e uma escultura de Santo António revestido das vestes doutorais de Coimbra, do século XVII. A sala de exposições é presidida pelo Tríptico de Vasco Fernandes (Grão Vasco), “Lamentação sobre Cristo Morto, São Francisco e Santo António”.

O programa prossegue com o canto de Vésperas na Igreja de Santa Cruz às 17h00, logo seguido de concerto no órgão de tubos histórico, pelo organista João Guerra. O concerto será dedicado às “Flores de música e o seu tempo”, na senda das comemorações do 4.º centenário da publicação da maior obra organística portuguesa: Flores de musica: pera o instrumento de tecla & harpa, pelo padre Manoel Rodrigues Coelho. Do programa constam ainda obras de Correa de Arauxo, Sweelinck e Frescobaldi.

O programa celebrativo deste domingo jubilar encerra às 18h00, com a Eucaristia presidida pelo Bispo de Coimbra.