Coimbra  17 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Exposição “Cancro – A história que nos une” patente no CHUC

26 de Fevereiro 2019

Cláudia Sousa (Fundo iMM); Isadora Lum; Daniel Vieira; Gabriela Fonseca; Manuela Mota Pinto e Fernando Regateiro (CHUC)

 

Doze vidas mudadas para sempre por um diagnóstico que, à partida parecia fatal. Doze desejos para 2019 de uma dúzia de mulheres que ultrapassaram o período mais difícil das suas vidas com garra e positivismo, sem nunca perderem a esperança.

Esta é a mensagem que as 12 fotografias, expostas até 25 de Março no átrio do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), querem transmitir a que quem por ali passa diariamente. As imagens foram captadas pelo fotógrafo Daniel Vieira, no âmbito do projecto “Cancro, a história que nos une”, do blogue “Dia de Mudança”, de Gabriela Fonseca, e do Fundo iMM-Laço.

A mostra foi inaugurada, ontem (25), e pretende “levar uma mensagem de esperança”, referiu Gabriela Fonseca. “Cancro é cancro, é muito duro, mas vence-se com amor, união e partilha”, explicou a promotora e, também ela, sobrevivente de cancro.

“É uma honra inaugurar esta exposição precisamente dois anos depois de ter saído daqui e pensar como seria recomeçar”, afirmou, recordando que sempre soube que “queria ajudar a que o outro sofra menos, que o cancro não é o fim, é um recomeço”.

A exposição pretende “inspirar outras pessoas, dar esperança e desmistificar o cancro”, adiantou.

A ideia das fotografias, todas elas com as protagonistas a sorrir e com vários desejos retratados, é também “mostrar a evolução da ciência”, sublinhou Cláudia Sousa, do Fundo iMM, que tem como missão apoiar projectos de investigação na área do cancro da mama (seja na compreensão das suas causas ou na descoberta de mecanismos que desencadeiem o cancro da mama metastático, “de forma a encontrar tratamentos mais eficazes e diminuir a sua incidência”).

Isadora Lum, uma das sobreviventes retratadas na exposição, declarou que: “a cura está na nossa cabeça, na nossa força interior”, até porque, considera “há sempre cura, para qualquer coisa na vida”. O que é necessário é “aproveitar o tempo com quem queremos e fazer o que mais gostamos”, sublinhando que “esta é uma exposição não só pelo cancro, mas para a vida”.

O presidente do CHUC esteve presente na inauguração da mostra, onde afirmou que “o que se vê é uma visão renovada, actualizada e contemporânea da luta contra o cancro”, mostrando como “12 mulheres venceram a doença, a par da ciência e do conhecimento médico”.

“Trata-se de um exemplo prático e real de como é possível vencer a doença e ficar activa e feliz”, sublinhou, alegrando-se pelo CHUC ter sido escolhido para acolher a exposição, sendo que é “um dos grandes centros de tratamento de cancro do país”.

A exposição vai percorrer vários espaços pelo país, tendo já confirmadas presenças no Hospital de Santa Maria, em Lisboa; no Metro do Porto; no IPO de Coimbra e no Hospital da Guarda.

Fotos exposição - cancro que nos une

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