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Experiência de estudantes da UC vai à estratosfera

12 de Dezembro 2019

A experiência científica ‘Stratospolca’, desenvolvida por um grupo de estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), vai até à estratosfera à “boleia” do balão ‘Bexus 31’, da Agência Espacial Europeia (ESA).

Este projecto resulta de uma colaboração entre a UC, a Secção de Astronomia, Astrofísica e Astronáutica da Associação Académica de Coimbra e o Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas de Coimbra (LIP Coimbra).

O lançamento do ‘Bexus 31’ para a estratosfera irá decorrer entre Setembro e Outubro de 2020, em Kiruna, na Suécia.

O objectivo da experiência ‘Stratospolca’ “é medir, em função da altitude, a radiação de fundo da atmosfera no comprimento de onda dos raios gama. Através de uma técnica inovadora de medida com um detector de CdTe [Telureto de Cádmio], será possível calibrar e reduzir com maior eficiência o ruído dos futuros telescópios e polarímetros de raios gama a lançar em missões de balão de maior dimensão ou em satélites”, explicou Rui Curado Silva, docente e investigador da FCTUC que supervisiona a equipa constituída pelos estudantes André Neves, Bárbara Matos, Henrique Neves, Hugo Costa, Inês de Castro, Joana Pereira, José Sousa e Maria Inês Ferreira.

Os resultados das medições, sublinha o docente, “contribuirão para melhorar a sensibilidade dos futuros telescópios que observam o céu no comprimento de onda gama. Neste comprimento de onda o céu revela-nos os fenómenos mais energéticos e cataclísmicos do Universo, como supernovas, pulsares, o centro das galáxias ou o colapso de estrelas, em particular esperam-se medir novos surtos de raios gama, associados à detecção de ondas gravitacionais, contribuindo para a nova área da astronomia multi-mensageira”.

Sobre a participação neste programa da ESA, que resulta de um rigoroso processo de selecção, Rui Curado Silva não tem dúvidas: “constituirá uma mais-valia para a aquisição de competências técnicas e científicas no domínio da instrumentação e das ciências espaciais, dado que o programa inclui várias semanas de formação dos alunos com profissionais da Agência Espacial Europeia, para além do próprio desenvolvimento e montagem do dispositivo na plataforma de balão da ESA”.

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