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Ex-titular da PGR diz que a Justiça sofre com o Ministério Público

1 de Março 2018

Ex-procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro afirma ser o Ministério Público (MP), entidade titular da acção penal, “um dos problemas” que há na Justiça.

“O MP tem magistrados (procuradores) excepcionais, magistrados bons e magistrados medíocres – (…) acontece que os medíocres chegam aonde chegam os excepcionais (ou à frente, até)”, declarou o jurista em entrevista divulgada, hoje, pelo diário Público e pela Rádio Renascença.

Neste contexto, o antigo titular da Procuradoria-geral da República lamenta que João Palma, ex-presidente do Sindicato de Magistrados do Ministério Público, haja sido promovido de procurador a procurador-geral adjunto.

“Quando esse homem chega a procurador-geral adjunto, [isso] é o triunfo da mediocridade”, alega Fernando Pinto Monteiro.

A opinião é expressa em resposta a uma pergunta cujo teor confronta o entrevistado com pontos de vista segundo os quais Pinto Monteiro pôs entraves a investigações quando dirigiu o MP. “Num livro recente, João Palma classifica os anos de Fernando Pinto Monteiro na PGR como o período mais negro da História do Ministério Público (…)”, assinalam os entrevistadores.

Apreciador “do estilo” de José Sócrates quando ele era primeiro-ministro, o ex-titular da PGR garante que, durante o seu mandato, “foi toda a gente investigada que tinha de ser investigada”.

Ao indicar ter ouvido as cassettes destruídas do caso “Face oculta”, o jurista rotula de “uma estupidez” por parte de José Sócrates o ex-governante não ter permitido a divulgação do teor das mesmas.

“No meu tempo, não havia razão para prender José Sócrates; se agora há, fizeram bem”, declara o ex-procurador-geral da República.

 

 

Foto: UDireito

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