Coimbra  17 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Ex-funcionária da CGD da Figueira da Foz condenada a pena suspensa

9 de Julho 2019

O Tribunal de Coimbra condenou, hoje, uma ex-funcionária da Caixa Geral de Depósitos da Figueira da Foz a uma pena suspensa de quatro anos e três meses de prisão por desvio de 54 000 euros de contas de clientes.

A arguida, que trabalhou como administrativa na Caixa Geral de Depósitos (CGD) na Figueira da Foz até 2013 (altura em que rescindiu contrato), era acusada pelo Ministério Público de desviar e utilizar em benefício próprio 54 000 euros de contas de clientes, entre os quais do ex-marido, ex-sogros, companheira do ex-marido e tias.

O Tribunal de Coimbra deu como provados os factos constantes da acusação – a arguida fez uma confissão integral durante o julgamento -, que, no entender do colectivo de juízes, consubstanciam a prática dos quatro crimes de que era acusada: falsificação informática agravada, peculato, falsificação de documento e branqueamento.

O juiz que presidiu ao colectivo notou que estes crimes “são punidos de forma severa”, porém, na definição do cúmulo jurídico, o Tribunal de Coimbra “não foi insensível ao enquadramento pessoal, profissional e familiar” da arguida.

O juiz salientou que a arguida tem tentado restituir as vítimas e, nesse sentido, decidiu condenar a mulher a uma pena suspensa na sua execução.

O Tribunal de Coimbra decidiu, ainda, fixar em 25 000 euros o pedido de indemnização por danos não patrimoniais feito pelos ex-sogros, considerando que esses “danos devem ser valorados”, uma vez que a arguida “atraiçoou pessoas próximas, avós dos seus filhos”.

A indemnização à Caixa Geral de Depósitos será posteriormente fixada pelo Tribunal de Execução de Penas, que irá deduzir o que a arguida já devolveu.

Conforme noticiou o “Campeão” na fase de julgamento, a arguida, autora de uma confissão espontânea, integral e sem reservas, diligenciou no sentido de contrair um empréstimo para ressarcir a Caixa Geral de Depósitos. A arguida afirmou haver entrado “em desespero” ao sentir que não possuía dinheiro para fazer face aos encargos contraídos, situação agravada pelo divórcio.

 

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