Coimbra  15 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Ex-banqueiro condenado por falsidade informática

15 de Outubro 2018

João Rendeiro, antigo presidente do Banco Privado Português (BPP), foi condenado, hoje, a cinco anos de cadeia, sob acusação de falsidade informática e falsificação de documento.

O ex-banqueiro poderá beneficiar de suspensão da execução da pena, mediante pagamento de 400 000 euros à associação Crescer.

Pode haver lugar à suspensão da execução de uma pena de prisão se ela não exceder cinco anos, caso o Tribunal entenda que a medida é susceptível de ser encarada pelo(a) arguido(a) como uma advertência capaz de lhe fazer arrepiar caminho.

O ex-gestor do BPP Paulo Guichard foi punido com 51 meses de cadeia, pena cuja execução é suspensa se o arguido pagar 25 000 euros à associação “Os Anjos”.

Salvador Fezas Vital, outro dos antigos administradores do banco, foi condenado a três anos e meio de reclusão, havendo lugar a suspensão da execução da pena se ele pagar 15 000 euros à associação Cais.

A grave situação do Banco Privado Português, nomeadamente por falta de liquidez, motivou uma intervenção do Banco de Portugal, no final de 2008.

Durante o ano e meio da intervenção do supervisor da banca no BPP, antes de determinar a sua liquidação, a principal preocupação prendeu-se com elevadas perdas de clientes, que investiram em produtos financeiros proclamados como sendo de ‘retorno absoluto’.

A solução encontrada passou pela criação de um mega-fundo, em 2010, o qual recebeu a adesão da quase totalidade dos clientes, bem como pela activação do Fundo de Garantia de Depósitos e do Sistema de Indemnização aos Investidores (SII).

Quanto ao Estado, aquando da intervenção pública no Banco Privado Português, foi dada uma garantia de 450 milhões de euros, montante que o actual Governo diz esperar reaver na totalidade.

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