Coimbra  20 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Eventual lenocínio: Acusada ex-sócia de “Madame Filipa”

30 de Junho 2017 Jornal Campeão: Eventual lenocínio: Acusada ex-sócia de “Madame Filipa”

Uma ex-sócia de “Madame Filipa” (a falecida Élia Lhorente) foi acusada, pelo Ministério Público (MP), de eventuais crimes de lenocínio e auxílio à imigração ilegal, soube, hoje, o “Campeão”.

Adriana Aparecida Miguel, luso-brasileira, com menos 30 anos de idade do que “Madame Filipa”, é suspeita de contar com a cumplicidade de uma sobrinha, Patrícia Cristina.

Comete o crime de lenocínio quem, profissionalmente ou com intenção lucrativa, fomentar, favorecer ou facilitar o exercício de prostituição por parte de outra pessoa.

Ambas as arguidas estão acusadas de lenocínio, auxílio à imigração ilegal e branqueamento de capitais, sendo que o MP requereu a declaração de perda de 735 000 euros em prol do Estado.

A dedução de acusação por alegado lenocínio abrange dois empresários, Miguel Ângelo Veloso e Alexandre Paulo, e as respectivas sociedades, além de outra empresa (proprietária do Impacto Clube, sito no Monte Formoso, Coimbra).

Adriana Miguel – que foi condenada, há 15 anos, tendo havido lugar a suspensão da execução da pena – está, ainda, sob suspeita de intevir no agenciamento de serviços para o exterior, crendo o MP que eram cobrados 500 euros por cada mulher a prostituir-se.

A principal arguida é proprietária de um apartamento cujos quartos terão sido arrendados para alojamento de mulheres de alterne.

Aquelas mulheres eram recrutadas a pretexto de se dedicarem à dança, presumindo a entidade titular da acção penal que acabaram por ser forçadas a prostituir-se.

A maioria delas é proveniente do Brasil, sendo que outras emigraram de Angola, de Cabo Verde e de países do Leste da Europa.