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Estudo revela que hidroginástica reduz probabilidade de doença cardiovascular

19 de Outubro 2021 Jornal Campeão: Estudo revela que hidroginástica reduz probabilidade de doença cardiovascular

Um estudo desenvolvido pelo um docente de Fisiologia Clínica da ESTeSC revelou que a prática de hidroginástica reduz riscos cardiovasculares na população sénior.

O estudo feito a mulheres, entre os 50 e os 75 anos, que praticam regularmente hidroginástica e concluiu que estas têm menor probabilidade de desenvolverem doença cardiovascular e ficam menos dependentes de fármacos anti-hipertensores.

Hélder Santos, docente de Fisiologia Clínica da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC), foi o autor do estudo e hoje (19) vai lançar a sua pesquisa em livro.

Segundo o autor, praticar hidroginástica duas a três vezes por semana (em sessões de 60 minutos) contribui para a redução do Índice de Massa Corporal (IMC), da massa gorda, do perímetro da cintura e da “espessura íntima média da carótida” (um dos principais factores de risco cardiovascular).

“A pressão arterial sistólica [pressão máxima] e diastólica [pressão mínima] diminuíram com o exercício físico, o que significa que este tipo de exercício permite diminuir ou adiar o recurso a fármacos anti-hipertensores, prevenindo o desenvolvimento de doença aterosclerótica”, explica o docente.

Durante a investigação “Avaliação de parâmetros vasculares e hemodinâmicos numa população idosa. Efeito do exercício continuado”, que resultou na sua tese de doutoramento, Helder Santos acompanhou, durante um ano, 37 mulheres que frequentaram um programa de hidroginástica enquadrado nas regras do American College of Sports Medicine.

O docente gostaria que os resultados do seu estudo servissem de incentivo para a disponibilização de programas de exercício físico às populações.

“A promoção deste tipo de programas, como é exemplo a hidroginástica, deve ser desenvolvida e replicada por entidades locais (municípios), nacionais ou internacionais e deve ser promovida e divulgada para que cada vez mais pessoas possam beneficiar deles”, defende.

No seu entender, a participação de idosos neste tipo de programas ajuda a um “envelhecimento mais saudável”, à redução da mortalidade associada às doenças cardiovasculares e também à redução dos “custos económicos e sociais associados à morbilidade (internamentos, cuidados continuados e fármacos associados ao tratamento e às consequências dos eventos cardio e cerebrovasculares), numa sociedade com crescente população idosa”.

No entanto, são também importantes os meios complementares de diagnóstico na prevenção de doenças cardiovasculares e o envolvimento de outros profissionais de saúde, como licenciados em Cardiopneumologia/Fisiologia Clínica, no acompanhamento deste tipo de populações, acrescenta.