Coimbra  24 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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ESTeSC em consórcio luso-brasileiro que desenvolveu tratamento inovador

1 de Fevereiro 2019

As feridas de pele provocadas pela diminuição de circulação sanguínea – denominadas como úlceras de pressão – poderão, em breve, ser tratadas de uma forma inovadora, descoberta por investigadores de um consórcio luso-brasileiro e do qual faz parte a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC).

O projecto, do qual fazem parte quatro docentes da ESTeSC, é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e irá estender-se até Junho de 2020.

A equipa luso-brasileira está reunida, em Coimbra, até 07 de Fevereiro, no sentido de “realizar as primeiras análises laboratoriais”, revela a ESTeSC.

“As úlceras de pressão são habitualmente tratadas com hidrocolóides – pensos que fazem a regeneração da pele e que são produzidos com ‘material de alto custo’”, explica Ana Angélica Macêdo, coordenadora do projecto e docente do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), no Brasil. O objectivo do consórcio passa, por isso, por encontrar uma “solução mais económica, através da extracção de polissacarídeo da semente Adenanthera pavonina L.”, acrescenta a investigadora.

Contudo, apenas no final da investigação “será possível quantificar a poupança que este método representa, mas a utilização de material vegetal biodegradável, abundante e de baixo custo permite antecipar que os custos de produção serão reduzidos comparativamente aos métodos existentes”, adianta.

A ideia é que, no final, se obtenha “um produto inovador e eficaz para úlceras de pressão para patentear e comercializar”, assume Ana Angélica Macêdo.

O projecto “Preparação e Caracterização de Hidrocolóide obtido a partir de Galactomanana Reticulada para Aplicações em Úlceras de Pressão” reúne uma equipa de especialistas multidisciplinar, composta por três docentes brasileiros (do IFMA e da Universidade Federal do Maranhão), cinco estudantes bolseiros provenientes das instituições brasileiras e quatro docentes da ESTeSC: Ana Paula Fonseca e Jorge Balteiro (Departamento de Farmácia), Fernando Mendes (Ciências Biomédicas Laboratoriais) e Filipe Amaral (Ciências Complementares).

“Complementado os recursos existentes nas diferentes instituições de ensino superior, a investigação é mais célere e produtiva”, nota Fernando Mendes, justificando assim a parceria entre a ESTeSC e as instituições brasileiras.

Este consórcio “caracteriza bem a investigação científica nos dias de hoje: multidisciplinar e transnacional, com diferentes conhecimentos, competências e aptidões a trabalharem em conjunto para encontrar soluções para problemas na área da saúde, e com forte impacto no individuo e na sociedade”, remata.

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