Coimbra  23 de Setembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Estação de Coimbra A será Centro Cultural Miguel Torga

18 de Agosto 2020 Jornal Campeão: Estação de Coimbra A será Centro Cultural Miguel Torga

A estação ferroviária de Coimbra A, a desactivar quando entrar em funcionamento o MetroBus, irá ser transformada em Centro Cultural Miguel Torga, segundo anunciou, hoje, o presidente da Câmara.

Manuel Machado, que falava no acto de consignação da requalificação da margem direita do rio Mondego, disse que a também designada como Estação Nova irá ser um local de encontros, de eventos e de diversas tertúlias, como Centro Cultural.

Esta é, também, uma homenagem ao médico que em Coimbra, com o nome literário de Miguel Torga, produziu uma vasta obra em prosa e em verso, com o presidente da Câmara a referir que a autarquia pegará no edifício da estação para lhe dar um uso cultural, indo ser definido a sua reconversão.

“Para que os nossos antagonistas possam dizer que nunca acabamos uma obra, no início de uma (margens do Mondego) anuncio já outra”, referiu Manuel Machado, considerando estar-se a “casar” as duas margens do rio e a voltar a cidade para o Mondego, concretizando um “puzzle de desenvolvimento” de Coimbra com a Via Central, o MetroBus e o novo “apeadeiro velho” (estação de Coimbra B).

Hoje foi consignada a empreitada de requalificação do espaço público na margem direita do rio Mondego, entre a Ponte de Santa Clara e o Açude-Ponte, uma obra adjudicada à empresa Alberto Couto Alves, SA, que tem um valor de 9,950 milhões de euros, com um prazo de execução de 540 dias, tendo comparticipação europeia de 85 por cento, através do POSEUR.

Esta obra na zona ribeirinha de Coimbra prevê a execução dos muros de contenção na margem do Mondego e a requalificação das avenidas Cidade de Aeminium e Emídio Navarro nas faixas confinantes com o rio, incluindo trabalhos de terraplenagem e pavimentação, a reformulação das redes de saneamento, electricidade e iluminação pública e a execução de trabalhos de sinalização rodoviária e de integração paisagística.

O projecto de arquitectura prevê também a definição de zonas de estar mais amplas, destinadas aos peões e de relação com o plano de água, nomeadamente a reformulação das actuais rampas de acesso ao rio, bem como a criação de zonas verdes, com coberto arbóreo.