Coimbra  17 de Julho de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

ESEnfC em projecto ibérico para prever fragilidade dos idosos

4 de Fevereiro 2019

A ideia é “prever a ocorrência da fragilidade em idosos através da construção de um modelo preditivo” e está a ser desenvolvida num projecto que junta entidades espanholas e a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC).

“Com este instrumento, os profissionais de saúde poderão desenvolver programas de intervenção adaptados às necessidades dos cidadãos de idade avançada, contribuindo para a promoção de estilos de vida saudáveis, aumento da literacia em saúde e bem-estar dos idosos”, sendo que o modelo é baseado num cálculo matemático que, partindo de uma grande quantidade de dados, será capaz de identificar padrões e antecipar estados de fraqueza ou debilidade nesta população”, revela a ESEnfC.

O projecto está a ser desenvolvido por investigadores da Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), acolhida pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), com coordenação do Instituto de Saúde Carlos III, de Madrid, e colaboração do Laboratório de Cronobiologia da Universidade de Múrcia.

“ModulEn” é o nome do estudo focado na área do envelhecimento activo, um dos tópicos de investigação prioritários definidos pela UICISA:E. O projecto envolve 640 idosos, não institucionalizados, com idades compreendidas entre os 65 e os 80 anos, de três regiões espanholas – Corunha, Huelva e Ponterrada (León) – e da região de Coimbra, e que não apresentem declínio cognitivo moderado ou severo.

Os idosos estão a utilizar sensores de pulso (ACM KRONOWISE® 2.0) que, durante sete a 10 dias, em contexto de ambulatório, recolhem dados sobre padrões de sono, exposição à luminosidade, hábitos alimentares e de actividade física.

“Os dados são, depois, enviados ao laboratório de cronobiologia que, por sua vez, emitirá um relatório sobre o estado de saúde dos participantes, ao qual estes terão acesso, assim como a alguns conselhos em saúde para melhorarem os respectivos estilos de vida”, sublinha a ESEnfC.

Após a colheita de dados, o Instituto de Saúde Carlos III “criará um algoritmo que, em função de alguns indicadores, permitirá predizer a fragilidade das pessoas nesta faixa etária”, adianta.

O estudo, que está em execução até final de 2019, é financiado pelo Centro Internacional sobre o Envelhecimento (CENIE), no âmbito do programa de cooperação INTERREG Espanha-Portugal, cujas despesas são suportadas pelo FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

O CENIE constitui a primeira iniciativa promovida conjuntamente por dois organismos de Espanha (Fundação Geral da Universidade de Salamanca e Fundação Geral do Conselho Superior de Investigações Científicas) e dois de Portugal (Universidade do Algarve e Direcção-Geral da Saúde).

“Saúde circadiana, actividade física e padrão de hábitos alimentares como preditores de fragilidade: dados da população portuguesa” é o título do projecto associado através do qual a ESEnfC integra o projeto ModulEn (projeto principal).

João Alves Apóstolo (coordenador em Portugal); Maria de Lurdes Almeida; Isabel da Assunção Gil; Adriana Neves Coelho; Vítor de Oliveira Parola; Luísa Teixeira Santos; Elżbieta Bobrowicz-Campos e Filipa Daniela Couto são os docentes e investigadores da ESEnfC e da UICISA: E envolvidos neste trabalho.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com