Coimbra  21 de Junho de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Escolas de S. Martinho e Casais fechadas devido a greve de pessoal não docente

25 de Janeiro 2021 Jornal Campeão: Escolas de S. Martinho e Casais fechadas devido a greve de pessoal não docente

Esta manhã, pelo menos duas escolas de Coimbra, as Primárias de S. Martinho do Bispo e a de Casais, estavam encerradas devido a uma greve de pessoal não docente em protesto contra a falta de ‘kits’ de protecção para higienização dos espaços, segundo o coordenador do S.TO.P.

Em declarações à Lusa, o coordenador nacional do Sindicato de Todos os Professores (S.TO.P.), André Pestana, adiantou que a greve é local, abrangendo os trabalhadores não docentes de escolas de Coimbra.

“Muitas escolas são usadas para o acto eleitoral. Ontem [domingo] tivemos um acto eleitoral onde participaram milhares de pessoas. Estes profissionais de educação, nomeadamente assistentes operacionais, estão a ser chamados para vir fazer limpeza em locais onde passaram milhares de pessoas sem o devido equipamento de segurança, ou seja, o equipamento que lhes dão é altamente reduzido, é uma máscara e não verdadeiramente sério”, contou.

Segundo André Pestana, na EB 1 de São Martinho, em Coimbra, os trabalhadores também não têm equipamentos com segurança para levar os alunos suspeitos para a área de isolamento criada pela escola.

Cerca das 08h30, as escolas E.B. 1 S. Martinho do Bispo e Escola Básica de Casais estavam encerradas devido à greve, segundo o sindicato, que ainda está a apurar o encerramento de outros estabelecimentos de ensino.

“Estes trabalhadores estão também a protestar por outra situação, mas esta passa-se a nível nacional. O Governo anunciou o encerramento das escolas devido ao confinamento que todos temos de fazer e muito bem (…). Mas ficámos perplexos por saber que em muitas escolas o pessoal não docente e não só estão a ser chamados para as escolas para cumprir o horário de trabalho na íntegra”, adiantou.

De acordo com André Pestana, esta situação não se justifica porque não há alunos nas escolas.

“Nós admitimos que se justifique um horário mínimo, escalas. Tudo isso é razoável, mas serem chamados para cumprir o horário na íntegra quando não há alunos nas escolas é de facto um desrespeito pela saúde destes profissionais, das suas famílias e de todos nós”, disse.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou na semana passada o encerramento das escolas de todos os níveis de ensino durante 15 dias para tentar travar os contágios pelo novo coronavírus.