Coimbra  17 de Janeiro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Escola Superior da Saúde de Coimbra reconduzida como Centro Colaborador da OMS

24 de Novembro 2020 Jornal Campeão: Escola Superior da Saúde de Coimbra reconduzida como Centro Colaborador da OMS

A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC), através do departamento de Imagem Médica e Radioterapia, foi reconduzida como Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Protecção contra as Radiações.

A Instituição de ensino superior dará, assim, continuidade ao trabalho que vem desenvolvendo desde 2016, quando se tornou na primeira escola de tecnologia de saúde do mundo a ser nomeada Centro Colaborador da OMS e no único Centro Colaborador na área da radiação médica num país de língua oficial portuguesa.

A renomeação da ESTeSC-IPC representa “o reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido” pela Escola nesta área, quer em termos de investigação, quer no “apoio e cooperação técnica com a OMS no desenvolvimento de uma cultura de segurança na utilização de radiação ionizante para fins médicos”, afirma Graciano Paulo, docente responsável pelo Centro Colaborador da ESTeSC (a par com a professora Joana Santos).

Enquanto Centro Colaborador, a ESTeSC-IPC tem como missão providenciar aconselhamento técnico à OMS para a identificação de prioridades na pesquisa científica na área da protecção contra as radiações e apoiar no desenvolvimento e revisão de ferramentas de comunicação sobre os riscos de exposição à radiação. Irá ainda desenvolver metodologias de trabalho, traduzidas em normas orientadoras, manuais e plataformas online, sobretudo para países de expressão portuguesa, com vista à harmonização de procedimentos em imagem médica e radioterapia.

Nos últimos quatro anos, este trabalho materializou-se, por exemplo, na criação de “documentos orientadores” sobre a importância de diminuir a exposição dos doentes – e, consequentemente, dos profissionais – aos efeitos da radiação ionizante.

O impacto negativo da utilização da radiação para fins médicos em pacientes e profissionais de saúde tem vindo a ser estudado pela comunidade cientifica, verificando-se que utentes e profissionais de saúde expostos sucessivamente a radiação para fins médicos demonstram maior incidência de patologia radioinduzida em relação a indivíduos que não sofrem essa exposição.

Neste sentido, o compromisso da ESTeSC-IPC para o próximo quadriénio passa por continuar a contribuir para a “consciencialização acerca da importância da protecção contra a radiação ionizante para profissionais e doentes, bem como desenvolver e disseminar conteúdos relativos à protecção radiológica e apoiar no desenvolvimento destas matérias nos países de expressão portuguesa”, explica Graciano Paulo.