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Escola de Vasco da Gama: Destituição de Luís Vilar na ordem do dia

18 de Maio 2018 Jornal Campeão: Escola de Vasco da Gama: Destituição de Luís Vilar na ordem do dia

Volvido meio ano sobre a deliberação de apear Luís Vilar da liderança da entidade instituidora da Escola Universitária de Vasco da Gama, o assunto volta, sábado (19), à ribalta, soube o “Campeão”.

A Assembleia Geral da Associação Cognitária de Vasco da Gama, sucessora da de S. Jorge de Milreu, vai reunir-se ao abrigo de uma agenda de que faz parte a expectável aprovação da acta alusiva à sobredita deliberação.

A destituição não implica a queda da Direcção, órgão cuja presidência era assegurada há perto de 12 anos pelo líder cessante.
Eleito em 2006, pela primeira vez, para timoneiro da ACSJM, Luís Vilar foi reconduzido em duas ocasiões (2009 e 2014) e encontra-se a ano e meio de expirar o terceiro mandato consecutivo.
A Direcção correspondente ao segundo mandato do ex-bancário tinha sofrido uma baixa devido a renúncia de Fernando Crespo, antigo tesoureiro.
Ex-líder concelhio do PS/Coimbra, Luís Vilar foi vereador de Manuel Machado e vogal da outrora Região de Turismo do Centro e da entidade regional Turismo do Centro de Portugal.
O antigo autarca foi condenado por corrupção passiva, uma vez no âmbito do caso da venda do edifício que os Correios possuíam (em Coimbra) na avenida de Fernão de Magalhães e outra no âmbito do processo desencadeado na sequência da construção de um parque subterrâneo de estacionamento na «Baixa» conimbricense.

“Fui destituído, mas, afinal, continuo em funções”, indicou Luís Vilar, no final de 2017, acerca da sua situação na Associação Cognitária de Vasco da Gama (ACVG).

A observação consta de uma carta enviada a várias entidades que têm sido interlocutoras do organismo.

Anteriormente, Luís Vilar comunicara que cessaria funções a 25 de Novembro [de 2017], data do expectável começo da aplicação do teor de uma acta inerente à destituição. Contudo, a acta ainda não está a produzir efeito.

Para o timoneiro cessante da referida Associação, a Assembleia Geral deliberou afastá-lo “sem qualquer fundamento válido”.

Luís Vilar acaba de se insurgir acerca do teor de uma notícia, divulgada pela Agência Lusa, a dar conta de alegada doação irregular de 25 000 livros à Universidade Lusíada.

O ex-bancário reagiu, em comunicado, dizendo que, a “bem da verdade e na salvaguarda do bom nome da Associação Cognitária de Vasco da Gama, da EUVG, da Fundação Minerva e da Universidade Lusíada”, importa esclarecer que “só a enorme ignorância da ‘fonte’, pode pensar que, no actual quadro legal, um acervo bibliográfico é fundamental para novos ciclos de estudo”.

Segundo Vilar, “só ignorância e má-fé” podem ter levado a referida ‘fonte’ a ignorar que o assunto foi votado por unanimidade dos presentes em reunião da Direcção da ACVG e debatido com os órgãos académicos da EUVG.

“Dito isto, resta-me condenar a ociosidade, a ignorância e a mediocridade da referida ‘fonte’ e, de alguma forma, a leviandade de quem, sem estudar os assuntos”, fez a divulgação, concluiu Luís Vilar.

Questionado, pela agência noticiosa, dias antes da divulgação da notícia, o ex-bancário declinou pronunciar-se alegando não haver sido notificado pelo Ministério Público.