Coimbra  16 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Escola de José Falcão vive fase conturbada

26 de Abril 2019

O cenário de destituição do director da Escola Secundária de José Falcão (Coimbra) é tido como “necessário e urgente” pelo presidente da Associação de Estudantes, cuja posição acaba de ser divulgada.

O ponto de vista de Pedro Monteiro é subscrito por três antecessores, Ana Teresa Fonseca, Manuel Providência e João Abreu Campos, e dele comunga, ainda, um ex-membro do Conselho Geral (CG) da ESJF, Alexandre Pimenta da Cruz.

Num documento subscrito pelos cinco jovens, a cujo teor o “Campeão” teve acesso, é declarado “cabal apoio” ao CG, sendo a iniciativa de debater a eventual destituição de Paulo Ferreira descrita como “legal e assaz (bastante) necessária” para “prover (…) pela boa gestão” daquele estabelecimento de ensino.

Para Monteiro, Ana Teresa, Providência e Campos, que dizem “repudiar em absoluto a conduta” de Paulo Ferreira, trata-se “apenas de um director de título e não de facto”, porquanto, alegadamente, não confere qualquer rumo à ESJF.

“A aparente solidariedade e apoio que este director colhe não correspondem à verdade, sendo seu apanágio a intimidação e a coacção para mobilizar os recursos humanos da Escola para fim pessoal de se suster no poder, particularmente ilustrado na mobilização de apoiantes pessoais para obstar à realização de uma reunião”, acentua o sobredito documento.

Como já noticiou o “Campeão”, o Conselho Geral da ESJF, cuja sessão de terça-feira (23) foi objecto de tentativa de boicote, volta a reunir-se, hoje (26), com a eventual destituição de Paulo Ferreira na agenda.

O CG, órgão em que o corpo docente não possui maioria, está a discutir um documento concebido para ser entregue ao director, cabendo a Paulo Ferreira pronunciar-se, no horizonte de 10 dias, ao abrigo da figura de audição prévia.

Em Maio, o órgão de direcção estratégica da Escola Secundária de José Falcão deverá reflectir sobre as considerações do director e poderá apeá-lo do cargo, cabendo, nesse caso, a Paulo Ferreira direito a recurso.

O Conselho Geral, cujo dinamismo tem sido encarado com reservas por parte de Paulo Ferreira, é o órgão de direcção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da actividade do estabelecimento de ensino.

Neste contexto, Monteiro, Ana Teresa, Providência e Campos rotulam de inverdades imputações feitas à presidente do CG, Regina Rocha, e expressam-lhe “cabal apoio” por se tratar de “pessoa idónea, íntegra, empenhada, profissional, justa e imparcial”.

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