Coimbra  16 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Escola de José Falcão: Correio trocado denota situação melindrosa

26 de Abril 2019

A presidente do Conselho Geral da Escola Secundária de José Falcão (Coimbra) descartou, hoje, um pedido de suspensão de uma reunião do órgão, em cuja agenda figura a eventual destituição de Paulo Ferreira.

O pedido, sob a forma de apelo, foi feito pela timoneira da Associação de Pais e Encarregados de Educação (APEE), Marta Mascarenhas, em cujo ponto de vista cabe a cada membro do CG certificar-se de que o respectivo “voto espelha, de facto, a posição dos grupos / instituições da comunidade educativa”.

O CG, em que o corpo docente não possui maioria e cujo dinamismo tem sido encarado com reservas por parte do director da ESJF, Paulo Ferreira, é o órgão de direcção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da actividade do estabelecimento de ensino.

Auscultadas pelo ”Campeão”, fontes da Escola indicaram que o apelo à suspensão foi transmitido, por exemplo, à principal gestora da Administração Regional de Saúde do Centro (organismo que tem uma representante no referido CG), sendo que Rosa Reis Marques é tia de um membro da Direcção da APEE da ESJF investido na função de magistrada judicial.

Ao demarcar-se do clima retratado pelo sobredito episódio, a líder do Conselho Geral, Regina Rocha, indicou que se lhe afigura “manifesto que o exercício do mandato dos conselheiros (de todos eles) é livre e pessoal”.

“Se as instituições designaram” determinadas pessoas para as representarem, conclui-se “confiarem no livre arbítrio” dos conselheiros, encarando-o “à altura” das entidades que os nomearam, assinala Regina Rocha.

Para a presidente do CG, “a partir do momento em que são indicados (…)”, os conselheiros “exercem o mandato sem qualquer constrangimento”.

“Parece-me que sugerir o contrário até acaba por configurar uma injúria” a conselheiros e às instituições que os nomearam, opina Regina Rocha, que expressou estranheza pela iniciativa da presidente da APEE no sentido de comunicar por ofício com as entidades representadas.

Cristina da Nova, uma dos quatro representantes dos pais e/ou encarregados de educação no CG, também respondeu a uma missiva de Marta Mascarenhas.

Ao manifestar a sua disponibilidade e, pelo menos, também a de João Rosendo para se reunirem com a APEE, Cristina da Nova indica estar prestes a completar-se um ano desde que solicitou àquele organismo “o agendamento de uma reunião (…) para análise (…) de questões relevantes da Escola”.

“Como o Sr. director da ESJF não entrega ao CG os contactos dos encarregados de educação ou dos seus representantes (…), impedindo-nos de exercermos parte das nossas funções [de conselheiros] (informar e esclarecer), achamos mais adequado e mais sério que, perante os constrangimentos criados [por Paulo Ferreira], a Direcção da APEE convoque uma reunião extraordinária de pais e/ou encarregados de educação, cujo ponto único da ordem de trabalhos consista em a todos informar e prestar esclarecimentos”, conclui Cristina da Nova.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com