Coimbra  27 de Maio de 2019 | Director: Lino Vinhal

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ESAC está “de boa saúde e no bom caminho” aos 132 anos

24 de Abril 2019

A Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) celebrou, hoje, o seu 132.º aniversário, com a garantia do seu presidente de que a instituição “está de boa saúde e no bom caminho”.

“A Escola Superior Agrária de Coimbra são as pessoas”. Foi assim que João Noronha, presidente da ESAC, agradeceu a todos os alunos, Direcção, corpo docente e não docente da instituição.

“Sem as pessoas, a importância que têm e o que fazem, a Escola Agrária não existiria”, sublinhou o responsável, adiantando que a instituição “está de boa saúde e no bom caminho” para o futuro.

Fazendo uma retrospectiva e, simultaneamente, apresentando o ‘Percurso Interpretativo do Ensino na Agrária de Coimbra’, João Noronha salientou o “ensino de qualidade” e a “história de 132 anos que deve ser mantida”, agora, com a exposição do espólio encontrado, maioritariamente, na Casa do Bispo, situada na ESAC.

Segundo o timoneiro, a Escola conta, hoje, com cerca de 900 alunos e um corpo docente e não docente dotados de boas qualificações. Para além disso, e cada vez mais, a instituição tem colaborado em diversos projectos de investigação e prestado serviços à comunidade.

“Cumprimos o que deve ser uma Escola Agrária”, conclui João Noronha, aquando da sua intervenção.

Jorge Conde, presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), exaltou o orgulho em ter “uma das escolas agrárias mais antigas de todo o politécnico em Portugal”, relembrando que a ESAC constitui, hoje, “um dos centros de investigação de referência na sua área de ensino”, para além do seu bom envolvimento “em projectos com a comunidade”.

O timoneiro do IPC realçou, também, a qualificação do corpo docente daquela Escola, “ao nível das melhores universidades portuguesas”, bem como a “resiliência” da ESAC em relação a um problema nacional que é a perda de alunos. “Esta é a instituição de todo o Politécnico onde menos se notou a quebra de estudantes e isso demonstra que se tem conseguido adaptar”, explicou Jorge Conde, adiantando que seria importante cativar os jovens para os cursos ligados à agricultura, ambiente e ecologia, até porque “estas áreas hoje são já uma indústria como todas as outras, mecanizada, robotizada e tecnológica”.

Foram, também, referidas as diversas requalificações estruturais, ao nível das suas instalações, que têm vindo a ser realizadas, com destaque para a ansiada intervenção na Casa do Bispo, que espera Jorge Conde que comece ainda este ano e possa vir a albergar a presidência do IPC.

Também na zona desportiva está previsto o seu arranjo e, possivelmente, a criação de um pavilhão, bem como a reabilitação da ‘Clínica IPC’ e “dar uma nova vida ao edifício do INOPOL”, para além de pretender “transformar outro espaço agora desocupado numa residência para estudantes”, sublinhou.

A construção de uma cantina e biblioteca comum à ESAC e ao ISCAC (Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra) é outro dos desafios, estratégias que “podem dar uma nova vida a estes espaços e servir para dar nova dinâmica ao IPC”, notou.

Para o presidente do IPC é, cada vez mais importante, “transformar a forma como se ensina para continuar a ser atractivos”, este que foi um dos oito estabelecimentos de ensino superior em Portugal a “não perder alunos”.

“Seremos uma instituição de futuro, procurando estratégias conjuntas que nos levarão a vencer as dificuldades e a ser uma referência no ensino superior em Portugal”, concluiu Jorge Conde.

A cerimónia contou, ainda, com um momento de homenagem a João Durão, docente aposentado em 2018, e a atribuição de diplomas a 17 alunos, que se destacaram nos vários cursos dos três níveis de ensino da Escola Agrária.

Foi, também, apresentado o programa ‘Eco-Escolas’ da ESAC, neste que foi considerado como o primeiro dia Eco-Escola.