Coimbra  2 de Junho de 2020 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Empresários da região desesperam pelo dinheiro das linhas de crédito covid-19

11 de Abril 2020 Jornal Campeão: Empresários da região desesperam pelo dinheiro das linhas de crédito covid-19

As associações empresariais de Penela, Lousã, Poiares e Miranda do Corvo voltaram a apelar ao Estado que tome medidas para que o dinheiro das linhas de crédito “covid-19” chegue “com urgência à economia real”.

Em comunicado conjunto, o Núcleo Empresarial de Penela, Associação Empresarial Serra da Lousã, Associação Empresarial de Poiares e Clube de Empresários de Miranda do Corvo, “em representação de mais de 3 000 empresários da região”, enumeram o conjunto de linhas de crédito lançado pelo governo para fazer face à crise provocada pela covid-19 e denunciam que “até hoje o dinheiro ainda não chegou às nossas pequenas e médias empresas”.

“Estando grande parte dos estabelecimentos e empresas da região encerrado desde o dia 16 de Março, estes não tiveram ainda qualquer apoio à liquidez para manterem os seus postos de trabalho e os seus negócios para futuro, existindo mesmo a informação que algumas das linhas de crédito criadas já se encontram esgotadas”, refere o comunicado.

Perante este cenário, as associações empresariais questionam “onde está o dinheiro? De que forma foi este distribuído, quais os critérios? Quem é que está a fiscalizar no terreno este processo?  Ou será que mais uma vez só os grandes grupos é que tiveram acessos a estas linhas de crédito?”, interrogam.

No mesmo comunicado, as quatro associações consideram “inadmissível que esta situação esteja a acontecer, quando as empresas estão a fazer de tudo ao seu alcance para não fecharem, definitivamente, as portas”.

“Pelo exposto, apelamos a que o governo venha ao terreno apurar o que se está a passar e que tome medidas urgentes para que as próximas linhas de crédito cheguem às pequenas e médias empresas, nomeadamente que estabeleça limites de créditos por empresas (máximo 3 ou 6 meses de facturação) e que estabeleça plafonds mínimos por região, pois a cada dia que passa esta situação torna-se cada vez mais dramática para o tecido empresarial”, previnem.