Coimbra  13 de Novembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Empresa de Coimbra cria plataforma para prevenção de incêndios

4 de Novembro 2019

A ‘startup’ de Coimbra “Bold Robotics” recebeu um apoio da Agência Espacial Europeia para desenvolver uma plataforma que usa dados de observação da Terra para optimizar a prevenção de incêndios e a gestão de terrenos florestais.

Sediada no Instituto Pedro Nunes (IPN), esta empresa junta investigadores da área da robótica e dos incêndios, que desenvolvem uma plataforma digital que pretende melhorar a gestação de terrenos florestais, de forma a garantir uma melhor prevenção de incêndios.

Com um protocolo com o Centro de Estudos Sobre Incêndios Florestais da Universidade de Coimbra, a plataforma recebeu um financiamento de 50 000 euros por parte do ESA BIC Portugal, um programa da Agência Espacial Europeia de fomento à aplicação de tecnologia do espaço na Terra.

Segundo Carlos Xavier Viegas, um dos sócios-fundadores da empresa e coordenador da equipa, “a ideia é a de que a plataforma receba dados relativos ao terreno, como a topografia e vegetação existente e, através de algoritmos e simuladores de fogo, faça uma sugestão da melhor gestão da biomassa no terreno, seja para cumprir a legislação em vigor, seja para reduzir a susceptibilidade dos impactos dos fogos rurais no terreno”.

Para tal, será necessário “um misto de recolha de dados de várias fontes”, como do Copernicus (programa europeu de observação da Terra) e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que serão conjugados “com observações no terreno”, através da recolha de dados com recurso a drones e sensores, referiu.

Com um mapeamento detalhado da topografia e da vegetação presente no terreno, pode-se saber se o local está gerido de acordo com a legislação em vigor e, com recurso a modelos de comportamento do fogo, identificar os pontos mais vulneráveis, fazendo uma gestão florestal de acordo com essa informação.

O coordenador afirma que a plataforma poderá ser aplicada por Governos, autarquias ou clientes privados.

A equipa espera terminar o protótipo da plataforma para demonstração dentro de um ano e meio.

De acordo com o IPN, que coordena o programa ESA BIC Portugal, a iniciativa, que está a funcionar há cinco anos, já incubou 30 empresas que permitiram a criação de cerca de 100 novos postos de trabalho, com um volume de negócios total de cerca de cinco milhões de euros e uma capacidade de exportação de mais de 75 por cento.

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